Reportagem

Os poucos recursos do PT a candidato com deficiência que subiu a rampa com Lula

Ivan Baron, que esteve no grupo que subiu a rampa com Lula em 2023, é candidato a deputado estadual pelo PT no Rio Grande do Norte

por Eduarda Farias e Luiza Barufi
31/08/2026 às 15:28 · Atualizado há 4 horas
PT: posse de Lula
Ivan Baron (terno branco) sobe a rampa ao lado de Lula, em janeiro de 2023 (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Candidato a deputado estadual no Rio Grande do Norte, o influenciador e ativista anticapacitista Ivan Baron ganhou notoriedade ao subir a rampa do Palácio do Planalto com Lula em 2023, mas essa representatividade não se traduziu, ao menos até agora, em recursos do PT para sua campanha à Assembleia Legislativa do estado. Baron vive com paralisia cerebral decorrente de uma meningite viral, que ele contraiu aos três anos.

Na largada da corrida por votos, Baron recebeu do partido R$ 24 mil para fazer campanha nos 167 municípios potiguares, um dos menores valores aportados pelo PT entre seus candidatos ao cargo no Rio Grande do Norte. O caixa eleitoral dele também registrou uma receita de R$ 1,5 mil em um financiamento coletivo, enquanto as despesas, até agora, foram de R$ 33,8 mil.

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PT prioriza outras candidaturas

As prioridades financeiras do PT no estado de Ivan Baron, como é comum em eleições legislativas, têm sido deputados estaduais em busca da reeleição. Exemplos disso são Francisco do PT, com R$ 250 mil, Divaneide Basílio e Isolda Dantas, com R$ 325 mil cada.

Mesmo entre os que não tentam renovar o mandato, no entanto, o repasse feito pela sigla a Ivan Baron não se destaca. Daniel Valença (R$ 97,1 mil), Aline Juliete (R$ 31,5 mil) e Juliana Garcia (R$ 31 mil) estão à frente do candidato nesse quesito. Pedro Lopes recebeu os mesmos R$ 24 mil que Baron e Débora Refe, R$ 10 mil.

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O caso de Ivan Baron não é o único em que um candidato com deficiência tem pouca atenção financeira do PT. Em Minas Gerais, o cadeirante Vinícius Venades ainda não recebeu dinheiro dos fundos eleitoral ou partidário. No estado, aliás, um grupo de candidatos petistas que ficaram sem esses recursos têm cogitado recorrer à Justiça para garantir um piso de R$ 80 mil por candidatura.

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