Possível troca de Flávio seria confessar a culpa da relação com Vorcaro, diz deputado petista
Para Alencar Santana (PT-SP), se o desgaste com o caso Master forçar a retirada da candidatura de Flávio, isso representaria o enterro político dos Bolsonaro

Para o deputado federal Alencar Santana (PT-SP), uma eventual substituição do pré-candidato ao Planalto senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representaria uma confissão de culpa diante das recentes crises de imagem enfrentadas pelo clã Bolsonaro, enquanto Lula consolida favoritismo nas pesquisas eleitorais mais recentes.
“Se o Flávio for trocado, é uma confissão, primeiro, de culpa; segundo, o enterro dos Bolsonaros na política”, afirmou ao Matinal desta terça-feira (16/6).
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O parlamentar defendeu que a candidatura do senador do PL representa “um discurso falso, uma hipocrisia” e destacou o desgaste gerado pelas revelações de trocas de mensagens entre Flávio e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro.
Santana argumentou que, enquanto o presidente Lula consolida seu favoritismo focado na entrega de políticas públicas, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o programa Pé-de-Meia, a família Bolsonaro coleciona problemas judiciais graves.
Ele sustentou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro é tido como “foragido” e “traidor”, com julgamento iminente no Supremo Tribunal Federal (STF), e apontou que Jair Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado.
Estratégia no Congresso para o fim da escala 6×1
O petista também detalhou os próximos passos da articulação governista no Congresso para a aprovação definitiva do fim da escala 6×1 de trabalho. Segundo Santana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante dois dias de descanso e limite de 40 horas semanais já foi aprovada pela Câmara e aguarda que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque o texto em votação.
No entanto, para destravar a pauta da Câmara, atualmente trancada devido ao vencimento do regime de urgência de um Projeto de Lei (PL) do governo sobre o mesmo tema, e pressionar o Senado, os deputados podem votar ainda nesta terça-feira um texto do projeto de lei que será idêntico ao da PEC já aprovada.
“O projeto de lei vota-se hoje para simplesmente jogar a urgência para outra casa e a Câmara voltar à normalidade de poder liberar outros projetos”, explicou Santana, convocando a população a manter a pressão sobre os senadores para garantir essa conquista histórica para os trabalhadores.
Depois da entrevista ao Matinal, o Palácio do Planalto aceitou retirar a urgência constitucional do projeto, garantindo o destravamento das votações na Câmara independentemente da análise da questão da 6×1.
Assista ao Matinal desta terça-feira (16/6) na íntegra: