Quanto mais Flávio se expõe, mais revela fragilidades para a Presidência
O filho de Jair Bolsonaro não consegue recuperar votos perdidos em crises de imagem sucessivas e adota, com frequência, postura imatura e defensiva

Faltando menos de 90 dias para as eleições, a mais recente pesquisa do Instituto Meio/Ideia mostra o impacto da sucessão de crises na campanha do bolsonarismo. Os números apresentados revelam que o ex-presidente Lula lidera a disputa de primeiro turno com 40,4% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que aparece com 32%.
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O cenário se completa com Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (2,5%), Aécio Neves (2%), Renan Santos (2%) e Augusto Cury (1,5%), além de um volume de votos nulos e brancos que chega a superar todos esses outros candidatos somados. No segundo turno, Lula recebeu 45% das intenções de voto no estudo e Flávio 40%.
Flávio e as crises na campanha
O levantamento evidencia a dificuldade de Flávio em recuperar o eleitorado após o desgaste gerado por crises públicas, como o vazamento dos áudios em que cobra dinheiro de Daniel Vorcaro, o tarifaço dos Estados Unidos em produtos brasileiros e brigas públicas entre o senador e a madrasta Michelle Bolsonaro.
Quanto mais o filho 01 se expõe, mais fica clara a sua fragilidade para ser presidente do Brasil. Toda a construção da sua imagem e a sua administração como um personagem viável para a Presidência não se sustentam na vida real.
Postura imatura não é coisa de presidente
O candidato adota, com frequência, uma postura imatura e defensiva, numa tática de desqualificação constante que lembra a de “Neymar no pênalti”, sempre tentando gracejar na hora do problema. Ao ser questionado por jornalistas sobre fatos graves, como o conteúdo dos vídeos e áudios, sua condução é péssima e reativa.
Essa postura apenas confirma a percepção que muitas pessoas já traziam de que ele é, no fundo, um político tradicional do Centrão, que se serve da política para manter mansões de dezenas de milhões de reais e administrar fantasias, que são tão fora da realidade que parecem obras cinematográficas.
A figura de um presidente da República exige um peso institucional e um preparo que Flávio demonstra não ter. Um chefe de Estado não pode ter esse tipo de atitude leviana e fugitiva perante a sociedade.
Para usar um exemplo histórico vindo de um ex-presidente militar que sua própria base de apoio costuma admirar, Ernesto Geisel andou tranquilamente na pista de pouso, durante um princípio de incêndio. Questionado por jornalistas sobre sua postura indiferente aos riscos físicos de ser possivelmente queimado, ele respondeu: “Presidente explode, mas não corre”.
O primeiro filho de Bolsonaro parece correr desesperadamente pela pista de pouso, mostrando cada vez mais suas fraquezas políticas.
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