Reportagem

Diretor da AtlasIntel apoia selo do TSE, mas defende que avaliação considere o histórico dos institutos

Diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches acredita que a proposta de validar institutos de pesquisas eleitorais será benéfica para a democracia brasileira

15/07/2026 às 12:52 · Atualizado há 3 meses
O ministro do STF e presidente do TSE Kassio Nunes Marques (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Com uma visão receptiva à proposta de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de criar um selo para premiar os institutos de pesquisa cujos levantamentos mais se aproximarem do resultado oficial das urnas, o diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches, diz que a criação do mecanismo pode fornecer um parâmetro objetivo e ajudar a levar transparência para o debate público. 

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Em entrevista ao Matinal desta quarta-feira (15), Sanches argumentou que a medida tem o potencial de reconhecer e destacar os institutos que realizam um trabalho sério e contam com uma metodologia robusta em suas pesquisas. 

“Eu acho que [o selo do TSE] coíbe uma eventual criação de números que visaria atender a um interesse político partidário ao longo da corrida, já que existe um custo reputacional na atividade que nós fazemos; e se você coíbe institutos lançando pesquisas falsas, fraudulentas ou com interesses ocultos, rapidamente esse tipo de instituto poderia cair em descrédito”, defendeu. 

O diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches
O diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches (Reprodução)

AtlasIntel e outros institutos não têm ‘bola de cristal’

Contudo, Sanches apontou que os institutos não possuem “bola de cristal” e que estão sujeitos a eventos inesperados, como a disseminação repentina de notícias falsas ou escândalos de última hora, capazes de alterar a percepção do eleitorado entre o período de coleta dos dados e o dia da votação. 

Por conta desses fatores imprevisíveis, Sanches defende que a concessão do selo não deveria avaliar apenas uma pesquisa isolada feita na véspera da eleição, mas, sim, analisar a coerência de toda a série temporal de pesquisas divulgadas pelo instituto ao longo do ciclo eleitoral. 

“Os critérios precisam ser construídos de forma coletiva, em igualdade e com propostas de verificação”, acrescentou.

Eleitor já pode verificar confiabilidade em institutos de pesquisa

Ele também lembrou que o eleitor já pode se proteger de manipulações acessando o sistema PesqEle, do TSE, onde é possível verificar dados técnicos, planos amostrais e financiadores de todos os levantamentos registrados no país.

Assista ao Matinal desta quarta-feira (15/7) na íntegra:

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