Augusto Cury: pré-candidato à Presidência defende reforma no STF, com fim de vitaliciedade
Filiado ao Avante, Cury quer mudança na indicação de ministros à Corte e extinção das transmissões ao vivo dos julgamentos

O psiquiatra, escritor e pré-candidato à Presidência Augusto Cury afirmou que provocaria uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF) já na primeira semana de um eventual governo seu. Em entrevista ao Matinal, nesta segunda-feira (13), o pré-candidato pelo Avante defendeu que o Brasil “não é um país que exerce uma justiça isenta”.
Cury defendeu que o Congresso estabeleça mandatos fixos, de oito a dez anos, para os ministros do STF, no lugar dos atuais cargos vitalícios que se estendem até os 75 anos de idade.
“O Congresso tem que terminar com a vitaliciedade. Não pode uma pessoa que entrou com 35 ou 40 anos ficar por 25 anos, até os seus 75″, afirmou.
O pré-candidato também defendeu uma mudança na forma como os ministros são indicados, retirando esse poder exclusivo do presidente da República.
“O presidente [da República] tem que deixar de ser o super-presidente que escolhe os ministros. Na minha opinião, dois terços têm que ser da magistratura, escolhidos pela classe; dois ou três do Ministério Público; e um deveria ser o advogado escolhido pela OAB”, explicou.
Cury ainda propôs o fim das transmissões ao vivo dos julgamentos “para diminuir a espetacularidade do voto”. A declaração veio logo após o pré-candidato criticar as condenações relacionadas aos atos do 8 de janeiro, que classificou como “injustas e exageradas”.
Assista à entrevista completa com Cury no Matinal desta segunda-feira (13):