Entrevista

Ninguém está acima da lei, diz Simone Tebet sobre pressão ao STF

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) defendeu que a afirmação da extrema direita de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão mandando no Brasil está longe de ser um dos maiores problemas do país

13/07/2026 às 12:51 · Atualizado há 1 mês
Simone Tebet
A pré-candidata foi senadora pelo Mato Grosso do Sul com o MDB antes de se tornar ministra de Lula. Créditos: Jefferson Rudy/Agência Senado

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) abordou a crescente pressão de alas políticas pela abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao Matinal desta segunda-feira (13/7), do canal Amado Mundo, ela defendeu que ninguém está acima da lei, o que significa que um ministro do Supremo pode, sim, sofrer impeachment caso existam crimes como abuso de poder, corrupção e peculato. 

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No entanto, ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula fez questão de distanciar sua visão da estratégia adotada pela extrema direita, que alega que o STF esteja “mandando no país”. Para Tebet, não se pode pedir a destituição de um magistrado simplesmente por discordar de suas decisões. “Não existe no Brasil crime de interpretação [da lei]”, destacou.

“Acho que a questão do STF pesa no máximo a uns 10% ou 15% do eleitorado. Agora, os grandes problemas do Brasil, como o avanço do crime organizado e a falta de médicos especialistas, ao meu ver, estão longe dessa questão”, afirmou.

Tebet apoia o fim da escala 6×1

Tebet elegeu o fim da escala de trabalho 6×1 como uma de suas lutas prioritárias. Ao se basear em um estudo que encomendou ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a pré-candidata declarou que “o Brasil não vai quebrar” com a mudança na jornada de trabalho. 

Segundo os dados apresentados por ela, o impacto da medida em setores como o agronegócio seria de apenas 1%. O único grupo que exigiria atenção especial do Estado, de acordo com a filiada do PSB, por meio de proteção temporária ou subsídios, seriam os micro e os pequenos empresários que tenham de dois a 10 funcionários. 

“A gente trabalha para ganhar dinheiro, para viver, mas não pode viver só para o trabalho”, defendeu. 

Bastidores e divergências com o governo Lula

Apesar de afirmar que a missão dela como política ainda é dar continuidade ao governo de Lula, a advogada destacou que houve divergências em determinadas pautas adotadas pelo presidente, mas argumentou que as tratava de forma discreta e diretamente com os membros da pasta, com o intuito de evitar impactos ao país. 

“Qualquer coisa que eu pudesse falar publicamente impactava o câmbio, impactava o dólar. Com isso, você tem inflação, você tem comida mais cara”, ressaltou. 

Tebet reforçou que foi convidada a integrar o governo petista justamente para representar uma frente ampla, sabendo que as divergências fariam parte do processo. Ela destacou ter sido bem acolhida pelo PT, o que, de acordo com a pré-candidata, foi uma surpresa positiva. 

Assista ao Matinal desta segunda-feira (13/7) na íntegra:

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