Entrevista

Simone Tebet rebate crítica de Tarcísio: ‘Ele também não é de São Paulo’

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento afirmou que sua missão como pré-candidata ao Senado de São Paulo com o PSB é “dar continuidade” ao governo de Lula. O foco dela, porém, segundo a própria, é dialogar mais com o centro, sua ideologia política principal

13/07/2026 às 11:54 · Atualizado há 1 mês
Simone tebet
Simone defendeu o fim da escala 6×1. Créditos: Jefferson Rudy/Agência Senado

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) rebateu as críticas do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre não ter nascido no território paulista. Ao Matinal desta segunda-feira (13/7), do canal Amado Mundo, Tebet classificou a fala de Tarcísio como “incoerente” e lembrou que ele próprio também não é natural de São Paulo. 

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“Ele [Tarcísio] também não é de São Paulo. De última hora, [Tarcísio] mudou de domicílio sem nunca ter sido votado em São Paulo, nem ter sido daqui”, disse a ex-ministra. Ela nasceu em Mato Grosso do Sul, e o governador é carioca.

Na tentativa de provar legitimidade perante os paulistas, a filiada ao PSB lembrou que já foi testada pelo eleitorado local nas eleições presidenciais de 2022, quando obteve mais de um milhão de votos no estado e 8% da preferência na capital, mesmo em um cenário de forte polarização. 

Ela também citou uma frase do vice-presidente, Geraldo Alckmin, para ilustrar a identidade plural do estado: “São Paulo é a única terra no mundo em que japonês fala português com sotaque italiano”. Segundo a pré-candidata, a grandeza e a diversidade paulista existem graças tanto ao povo que nasceu lá quanto aos que migraram para “ganhar a vida e construir” no estado.

A missão de Tebet no Senado e o diálogo com o centro

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula defendeu que sua missão na candidatura e no Senado é atuar na continuidade de um governo humanista e voltado à justiça social, um chamado que partiu do próprio presidente Lula e de Alckmin. Ela argumentou que o papel central será evidenciar que a atual gestão é uma “frente ampla” democrática, capaz de agregar diferentes ideologias. 

Para isso, Tebet diz que, caso ganhe a eleição, vai focar em construir pontes com o centro político, o agronegócio e as mulheres, especialmente o eleitorado feminino mais conservador. 

“Eu tenho um posicionamento mais de centro-direita na economia e mais de centro-esquerda na pauta de costumes e de direitos humanos”, destacou. 

O contraste com o rival, Guilherme Derrite

Ao abordar a disputa contra o pré-candidato que  promete representar a ala bolsonarista no Senado de São Paulo, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), Tebet afirmou que a candidatura do adversário é baseada em um “DNA que não representa a cara do povo brasileiro nem paulista”. 

De acordo com ela, São Paulo é, ao contrário, um estado progressista nos valores humanos, “que abraça a todos e que não discrimina”. A ex-ministra declarou que as “ideias radicais desse grupo político” não prosperarão contra a experiência, ética e diversidade de sua própria chapa, que, de acordo com ela, conta com a união de diferentes histórias. 

“Nós [chapa dela e de Marina Silva, da Rede] somos experientes e diversas. Nas palavras dela, eu sou católica, e ela, evangélica; sou branca, e ela é preta; ela veio da extrema pobreza, e eu já venho de uma condição um pouco melhor. Essa mistura mostra que temos muito a oferecer para São Paulo e para o Brasil”, concluiu. 

Assista ao Matinal desta segunda-feira (13/7) na íntegra:

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