A influência que a TV ainda tem na eleição – especialmente para Lula
Pesquisas mostram que, no Sudeste, com seus 42% de eleitores, a TV ainda é a principal fonte de informação política, assim como para a principal base lulista

As redes sociais se tornaram centrais nas eleições, mas a TV está longe de ter perdido peso, revelam os dados da última pesquisa Quaest sobre consumo de informação política. E, pelo levantamento, o papel da TV pode ser especialmente importante para Lula.
A televisão segue tecnicamente empatada com as redes como principal fonte de informação política do país (34% a 35%) e ganha vantagem justamente no Sudeste, maior colégio eleitoral do país, que concentra 42% dos eleitores.
A TV é mais forte do que as redes sociais para consumo de informação política, também, entre mulheres, pessoas com mais de 35 anos, renda de até dois salários mínimos e escolaridade até o ensino fundamental — perfil que se sobrepõe em boa medida à base histórica do eleitorado lulista.
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A divisão ideológica no consumo de TV
O recorte político reforça essa vantagem para Lula na televisão. Entre eleitores de esquerda que se definem como lulistas, a TV ainda vence as redes como fonte de informação. Na direita, onde está a base de Flávio, ocorre o contrário: as redes são o meio preferencial. Entre a esquerda não lulista e os independentes, há empate entre os dois canais.
Os dados sugerem, portanto, funções diferentes para a TV nas duas campanhas. Para Lula, ela combina duas vantagens: alcança bem sua base e tem mais peso justamente no Sudeste, região central para a disputa, e pode falar com independentes. Para Flávio, pode cumprir um papel mais ofensivo: alcançar públicos fora de sua bolha natural, enquanto as redes seguem como principal canal de conexão com seu eleitorado.
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