A Seleção feminina pode começar a resgatar a imagem da CBF, afirma Milly Lacombe
A jornalista aponta decadência do futebol masculino brasileiro e destaca que caberá às mulheres limpar a reputação da entidade, hoje manchada por escândalos e derrotas

A jornalista e escritora Milly Lacombe destacou, durante o Matinal, do Amado Mundo, desta quinta-feira (16/7), que o futebol feminino pode ser o grande responsável por salvar (ao menos em parte) a reputação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De acordo com ela, a entidade — que se encontra com a imagem arranhada devido a uma sucessão de escândalos éticos, sexuais e financeiros — talvez consiga se recuperar dos maus tempos com a dedicação das jogadoras brasileiras na Copa do Mundo de futebol feminino em 2027.
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“Acho que a gente pode esperar muita coisa da seleção feminina, um tipo de entrega que há muito tempo a gente não vê. E elas podem resgatar um pouco a imagem da CBF, que está muito manchada”, disse.
Milly Lacombe: o futebol masculino brasileiro atual acabou
Para justificar essa aposta na Seleção feminina, Milly declarou que a Seleção masculina atual “acabou” e precisa ser urgentemente “refundada”. Ela criticou o futebol acovardado, que joga para trás, e destacou falta de ligação da equipe com os torcedores, apontando que o grande entrave para uma renovação real é a dependência em relação a Neymar.
Na visão da jornalista, enquanto houver uma espécie de “seita de reverência” ao jogador, outros talentos, como Vinicius Jr., jamais terão o protagonismo necessário na Seleção.
A chance de curar traumas em 2027
Com o pensamento na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, a escritora demonstrou otimismo com o potencial da equipe, em contraste com os fracassos masculinos no país. Ela afirmou que o Brasil “nunca esteve tão preparado para ganhar esse título”. Para Milly, a competição será um momento de intensa mobilização afetiva, capaz de curar traumas do passado.
Para o Mundial em casa, Lacombe defendeu a convocação de Marta, que terá 41 anos no torneio, nem que seja por pura “justiça poética”. A participação da maior craque brasileira da história coroaria a geração de mulheres que pavimentou o caminho até os avanços notáveis no futebol feminino do país – mas ainda insuficientes, completa Milly.
Assista ao Matinal desta quinta-feira (16/7) na íntegra: