BTG/Nexus: diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro volta a cair; 2º turno tem empate
Além dos dados brutos da corrida pelo Planalto, a pesquisa BTG/Nexus também mostra polarização entre ambos os lados

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3/8), mostra uma recuperação de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. De acordo com o levantamento, o presidente Lula (PT) e o senador do Rio de Janeiro estariam novamente em empate técnico em um eventual 2º turno das eleições para o Planalto.
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Cenário eleitoral no 1º turno da pesquisa BTG/Nexus
Na sondagem estimulada — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados —, o atual presidente lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Os candidatos que tentam se posicionar como uma espécie de terceira via seguem distantes dessa briga: Ronaldo Caiado (União Brasil) tem 5%, Romeu Zema (Novo) registra 4% e Renan Santos (MBL), 3%. Os que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum candidato somam 4%, e 3% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são citados previamente, 36% dos eleitores afirmam que votarão em branco, nulo ou nenhum, número superior à intenção de voto do líder Lula, que soma 28%. Flávio Bolsonaro é lembrado espontaneamente por somente 6% dos eleitores.
Projeções de 2º turno
As simulações do 2º turno apresentam um panorama de absoluta impossibilidade de previsão de vitória entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, se as eleições fossem hoje. Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (45%) estão em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais e menos da pesquisa.
Em relação a outros cenários, o atual presidente lidera fora da margem de erro. Contra Caiado (42%) e Zema (40%), Lula aparece no estudo com os mesmos 46% mostrados na disputa com o rival do PL. Já em uma hipótese de decisão entre o petista e Renan Santos, Lula tem 47% das intenções de voto; Santos, 37%.
Perfil de polarização
O estudo segmentou os eleitores a partir de seus graus de “antilulismo” e “antibolsonarismo”. A maior fatia do eleitorado atual é composta por “bolsonaristas convictos” (29%), seguidos pelos “lulistas convictos” (25%) e pelos “não polarizados” (20%). Aqueles que se declaram simultaneamente “Anti-Lula e Anti-Bolsonaro” representam 10% da população.
Além disso, 74% dos eleitores afirmam ter muito ou razoável interesse nas eleições presidenciais de 2026.
Avaliação do governo Lula
O país segue dividido na percepção sobre o governo atual. A gestão de Lula é desaprovada por 48% dos entrevistados e aprovada por 47%. Quando questionados de forma mais granular sobre o desempenho, 37% classificam o governo como ótimo (16%) ou bom (21%), ao passo que 43% o avaliam como ruim (8%) ou péssimo (35%). A parcela que considera a gestão “regular” é de 18%.
Na comparação com o final do governo Jair Bolsonaro, em dezembro de 2022, a percepção sobre a economia do país piorou para 46% e melhorou para 39%. De maneira paradoxal, quando os eleitores olham para a sua própria situação financeira, 47% afirmam estar melhor hoje do que em 2022, contra 31% que se sentem pior.
Os maiores problemas do Brasil atual
Questionados espontaneamente sobre os principais gargalos do país hoje, a população destaca a saúde pública (30%) e a segurança pública/violência/criminalidade (29%) no topo da lista das preocupações. A corrupção (17%), a educação (16%), a classe política (11%) e a inflação/custo de vida (10%) também aparecem entre os desafios mais sensíveis.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus ouviu 2.002 eleitores de todo o Brasil com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas telefônicas (CATI), entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
Assista ao Matinal desta segunda-feira (03/8) na íntegra: