Ricardo Salles diz que pesquisa Quaest é ‘ilegítima’ ao incluir Pablo Marçal
Em entrevista ao Amado Mundo, Ricardo Salles chama levantamento de 'absolutamente ilegítimo' e rebate, ao vivo, justificativa da Quaest

O deputado federal e candidato ao Senado Ricardo Salles (Novo) criticou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29), que incluiu Pablo Marçal (União Brasil) entre os nomes testados ao Senado. Segundo o que o parlamentar disse ao vivo em entrevista ao Matinal, do Amado Mundo, Marçal não é candidato e não teria os direitos políticos para tal — ele foi declarado inelegível até 2032 pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e recorre da decisão.
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Para Salles, a presença do influenciador no levantamento “atrapalha o quadro da direita” e acabar por dar “destaque” às duas candidatas de esquerda, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
“Essa pesquisa não me preocupa em nada, porque está maculada por um vício de origem: colocar o Pablo Marçal, que não é candidato, embaralha tudo. Não acredito que tenha sido desavisado ou despropositado, alguém pediu para colocá-lo na pesquisa”, afirmou Salles, completando que Marçal tira votos principalmente dele próprio e de Guilherme Derrite (PP), o que tornaria o levantamento “absolutamente ilegítimo” na formulação dos critérios e quesitos.
Durante o programa, a Quaest entrou em contato com a produção para se manifestar sobre a crítica do ex-ministro do Meio Ambiente. Segundo a empresa, o caso de Marçal ainda não transitou em julgado, e o União Brasil enviou ao TSE uma carta oficializando sua candidatura. O instituto afirmou que o critério é o mesmo aplicado a Deltan Dallagnol (Novo), incluído nas pesquisas para o Senado, no Paraná, e também o utilizado para manter Jair Bolsonaro na corrida de 2022 e Lula na de 2018, ambos até a conclusão dos respectivos processos de inelegibilidade.
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Salles rebateu a comparação, chamando-a de “pouco crível”.
“É uma explicação pouco crível. O Deltan é candidato, está inscrito e não tem os direitos políticos cassados. Ele foi cassado como deputado, mas não está inelegível. O Bolsonaro, em 2022, evidente que ele ia concorrer. O Lula, em 2018, por outro lado, foi colocado até o final quando se sabia que ele estava preso. Não vou me alongar: acho a colocação do Marçal um erro. Você não vê em lugar algum que o União Brasil lançou o Marçal como candidato.”