CEO da Sigma Lithium defende industrialização de minerais críticos no Brasil
Ana Cabral, da Sigma Lithium, participou de evento da S&P Global ao lado do presidente da Vale e afirmou que o país pode capturar mais valor ao industrializar minerais estratégicos

O Brasil precisa industrializar seus minerais críticos em vez de apenas exportá-los, defendeu a CEO da Sigma Lithium, Ana Cabral, em dois eventos do setor realizados no país: o S&P Global Energy Rio Market Briefing e o World Climate Summit, durante a Semana do Clima de São Paulo.
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No encontro da S&P Global, Cabral dividiu o painel com o presidente e CEO da Vale, Gustavo Pimenta. Mediada por Carlos Pascual, chefe de Geopolítica e Assuntos Internacionais da S&P Global, a conversa tratou da reorganização das cadeias de suprimento de minerais críticos, dos riscos envolvidos e das oportunidades de geração de valor.
Segundo a executiva, a expansão da demanda por lítio estimulou a exploração do mineral em diferentes regiões do mundo e desfez a percepção de que se tratava de um recurso escasso. Nesse cenário, a oportunidade para países produtores como o Brasil estaria menos na disponibilidade do mineral e mais na capacidade de industrializá-lo e agregar valor antes da exportação.
“Para o Brasil, industrialização significa agregar uma quantidade substancial de valor domesticamente, criando investimentos, empregos e desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo em que consolida a posição do país nas cadeias globais de suprimento de minerais críticos”, afirmou.
Cabral também integrou uma mesa-redonda fechada sobre o futuro da mineração no World Climate Summit, realizada sob as regras de Chatham House. O encontro reuniu representantes da indústria e do setor de investimentos para discutir como reduzir os riscos de projetos de minerais críticos no Brasil e transformar o potencial mineral do país em ativos capazes de atrair capital. Industrialização sustentável e inserção nas cadeias internacionais de fornecimento estiveram entre os temas.
O debate ocorre em meio à disputa internacional pelo controle e pela diversificação das cadeias de minerais estratégicos para setores como baterias, veículos elétricos e energia limpa.
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A Sigma Lithium opera o complexo de Grota do Cirilo e informa ter capacidade nominal de 270 mil toneladas anuais de concentrado de óxido de lítio. Segundo a companhia, uma segunda planta está em construção para dobrar essa capacidade.