Mineração brasileira teme que acordo com Trump ameace acordo Mercosul-UE
Uso de terras raras contra tarifaço gera receio sobre pacto Mercosul-UE

O lobby da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das mineradoras para tentar frear o tarifaço de Donald Trump carrega uma forte dose de apreensão do próprio setor produtivo em relação ao acordo Mercosul-União Europeia. Embora tenham colocado as reservas de terras raras e minerais críticos na mesa de Washington, as empresas têm medo de que a jogada queime o elo mais importante da parceria recém-fechada com os europeus.
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O receio do setor é de que a urgência para resolver a briga comercial com Washington acabe deixando o mercado europeu em segundo plano. As empresas temem que um eventual compromisso de exclusividade ou fornecimento prioritário para os americanos inviabilize o fluxo comercial de minerais que a Europa espera receber com tarifa zero.
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O tema esteve no topo da agenda de Lula, que se reuniu com ministros para desenhar a política do setor enquanto calibra a pressão dos americanos. O Planalto tenta fechar as metas da atividade até 2050 para equilibrar o apetite da Casa Branca com os interesses dos outros blocos, de olho no peso de o Brasil abrigar a segunda maior reserva desses minerais no mundo.