PortosRio exonera assessora que acumulava cargo na Alerj
Diretor-presidente da PortosRio agiu no mesmo dia em que a coluna revelou jornada dupla de funcionária, que trabalha na Alerj

A tentativa de desafiar as leis da física e a Constituição na PortosRio foi bruscamente interrompida. Na segunda-feira, 8, a coluna publicou a denúncia de que Mônica Maia Ornellas multiplicava as horas para equilibrar uma jornada de 40 horas semanais na estatal federal com uma assessoria comissionada na Alerj. No mesmo dia, o comando da companhia agiu.
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O diretor-presidente da PortosRio, Flavio Vieira da Silva, assinou a exoneração de Mônica. Com a canetada, chegou ao fim a prática, expressamente proibida pela Constituição, que garantia à servidora mais de R$ 21 mil líquidos por mês em duas cadeiras públicas simultâneas.
Mônica cumpre funções na liderança do partido Republicanos na Alerj, onde mantém vínculo desde 2011. Coincidência ou não, esse é o partido de Waguinho, aliado de Lula que conseguiu nomear a irmã, o sobrinho e mais 18 afilhados políticos para cargos de R$ 28 mil na PortosRio.
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Procurada para comentar a demissão e a óbvia falta de fiscalização prévia sobre seus funcionários, a PortosRio não respondeu.
Já a Alerj comunicou que desconhecia “a nomeação da servidora em outro órgão público”, se referindo ao cargo que Mônica ocupava na PortosRio desde janeiro.