Vício em bets triplica dias de afastamento de funcionários nas empresas privadas
Dados revelam explosão de licenças médicas ligadas a bets entre 2024 e 2025

Enquanto o Planalto e o Congresso desenham a asfixia financeira das empresas de bets, o estrago do vício em apostas nos balanços do setor privado ganhou números inéditos. Um raio-X da VR, empresa de benefícios, feito com base no ponto digital de 1,3 milhão de trabalhadores formais, mostra que o total de dias de afastamento por vício em jogos saltou de 202 para 620 entre 2024 e 2025. Triplicou.
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Houve, inclusive, caso extremo de funcionário afastado por até 89 dias seguidos sob a classificação de vício em jogos, a ludopatia.
Diante desse avanço, nos comitês das grandes empresas, o diagnóstico é que a ludopatia não só destrói a produtividade, como vem acompanhada por endividamento crônico e adoecimento nas equipes.
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O cenário justifica a ofensiva recente do governo federal, via decreto e resolução do Conselho Monetário Nacional que determinam o sufocamento financeiro das plataformas de apostas ilegais, para tentar fechar a torneira do dinheiro. O rombo na saúde corporativa, contudo, já está cobrando a conta.