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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

A três meses da eleição, o termômetro do preço da picanha

Mesmo tendo subido menos que a média dos preços do país no acumulado do mandato, picanha chega à reta final do governo no maior patamar de preço desde a posse de Lula

por Gustavo Silva
Publicado em 04/07/2026 às 09:00
picanha
© Antônio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Dados do IBGE, que mensuram a inflação, mostram que a picanha acumula alta de 8,31% desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. No mesmo período, o IPCA geral subiu 17,39%. O corte mais nobre do boi correu abaixo da inflação do país ao longo do período. No entanto, a aceleração deste ano faz a picanha chegar à reta final do governo, às vésperas da eleição, mais cara do que em qualquer outro momento do mandato. Essa escalada recente acontece ainda que, no acumulado, o item tenha subido menos que a média geral dos preços do país.

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O preço do corte nobre fez gangorra desde o início do mandato. O item caiu com força em 2023, chegou a ficar 14% abaixo do preço de início do governo em setembro daquele ano, e só recuperou o patamar inicial em janeiro de 2025. Em 2025, voltou a oscilar, com sucessivas quedas mensais.

A partir do fim de 2025, o quadro muda. Nos últimos 12 meses, a picanha acumula alta de 7,84%, contra 4,72% do IPCA geral. Só em 2026, a alta chega a 9,23%, quase três vezes o acumulado do índice geral no mesmo intervalo. Maio, com alta de 3,97%, teve a maior variação mensal do mandato, e o preço da carne fechou o mês no maior patamar acumulado desde o início do governo.

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Dos 40 meses analisados, a picanha subiu em 21 e caiu em 19. O IPCA geral, no mesmo período, subiu em 37 meses e caiu em apenas 3.

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