Petroleiras da América Latina surfam o salto do barril de petróleo
As principais petroleiras da América Latina registraram um salto médio de 80% no lucro antes de despesas financeiras e impostos, o Ebitda

As principais petroleiras da América Latina registraram um salto médio de 80% no lucro antes de despesas financeiras e impostos (Ebitda, na sigla em inglês) no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo do setor foi impulsionado pela disparada nas cotações internacionais do barril de petróleo e pelo aumento de quase 11% na extração regional de óleo e gás. Os dados são do Banco BTG Pactual.
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O cenário de ganhos refletiu a escalada para a faixa de US$ 91 por barril do petróleo Brent, óleo cru negociado em Londres que serve como principal referência global, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A Petrobras e a mexicana Pemex dobraram seus Ebitdas no período, com altas de 103% e 105%, respectivamente, enquanto a argentina YPF saltou 149% e a brasileira PRIO disparou 207%.
A produção na Argentina alcançou alta anual de 8% com a extração não convencional em Vaca Muerta crescendo 25% na YPF e atingindo 423 mil barris diários. No Brasil, a entrada em operação do campo marítimo de Wahoo e o controle de custos da PRIO, com custo de extração de US$ 8,9 por barril, geraram US$ 440 milhões em caixa livre, enquanto a Petrobras gerou US$ 6,4 bilhões.
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O período também acelerou uma onda de compras e fusões de ativos estratégicos no continente, que movimentou mais de US$ 1,3 bilhão apenas na venda dos ativos da Gran Tierra além da consolidação da Frontera pela Parex. O grande destaque do mercado corporativo foi a aquisição do controle de 51% da brasileira Brava Energía pela estatal colombiana Ecopetrol por cerca de R$ 5,4 bilhões.