Petrobras ganha espaço na fusão da OceanPact com a CBO
Petrobras pediu para participar do processo que analisa a fusão da OceanPact com a CBO em abril e conseguiu aval do Cade para atuar como terceira interessada

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a entrada da Petrobras como terceira interessada na análise da fusão entre OceanPact e CBO. Pela operação, a CBO será incorporada pela OceanPact, deixará de existir separadamente e seus acionistas passarão a integrar a companhia resultante.
A Petrobras pediu para entrar no processo em abril. Na nota técnica que fundamentou a decisão, o Cade disse que a estatal tem relação direta com as empresas envolvidas porque contrata serviços de apoio marítimo e participa de licitações nesse mercado.
Como mostrou a coluna no mês passado, a estatal vê na operação um risco à sua própria atividade. Diz que a operação pode reduzir a concorrência no mercado de embarcações usadas no apoio a plataformas de petróleo. OceanPact e CBO contestaram o pedido e disseram ao Cade que a Petrobras não demonstrou prejuízo concreto com a fusão.
A Petrobras chegou a enviar, na última semana, dados dos últimos cinco anos sobre licitações, contratos, embarcações e andamento dos processos para mostrar ao Cade que a fusão pode afetar suas compras e a oferta de fornecedores. Por ora, pode-se dizer que o movimento surtiu efeito.