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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

O balão de ensaio da Americanas para o Centenário

Varejista usa lojas para testes de sortimento e corre para encerrar a recuperação judicial na tentativa de deixar fraude desmascarada em 2023 no passado

por Gustavo Silva
04/09/2026 às 10:47 · Atualizado há 1 mês
americanas
Bruno Peres/Agência Brasil

A Americanas quer emplacar, até 2029 — ano do seu centenário —, a narrativa de que a fraude contábil de R$ 25 bilhões descoberta em 2023, que levou a companhia à recuperação judicial, ficou para trás.

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Para sustentar o discurso, a varejista lançou internamente a “Estratégia de 100 anos”, que utiliza unidades selecionadas para testes operacionais e de sortimento cujos resultados vão orientar os próximos passos da companhia.

Neste semestre, o sortimento das lojas foi fatiado em cinco “Mundos” (Beleza, Moda Conforto, Casa, Guloseimas e Brinquedos). Baseada em uma pesquisa realizada com clientes em dezembro, a iniciativa busca, sobretudo, aumentar o volume de itens na cesta dos clientes.

Algumas unidades já recebem os testes de sortimento. A aposta no varejo físico ganhou força depois que a companhia reduziu o ritmo do e-commerce. Agora, o foco é testar se categorias como maquiagem e decoração engajam a base de clientes que adentram nas lojas.

O experimento nas gôndolas corre em paralelo a uma frente mais decisiva: o pedido protocolado pela empresa em março na 4ª Vara Empresarial do Rio para encerrar a recuperação judicial. A iniciativa veio após a homologação do plano e as injeções bilionárias de capital feitas pelos acionistas de referência nos anos anteriores, na esteira da reestruturação operacional conduzida pela companhia.

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Por trás da pressa em se livrar da tutela judicial há um cálculo de negócio. Sem recuperação judicial, fica mais fácil reabrir linhas de crédito robustas com bancos e fornecedores. É a aposta da Americanas para convencer o mercado, outra vez, de que a casa está em ordem.

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