Moraes rejeitou pedido de ex-secretário do MA, fonte de jornalista, para declarar Dino suspeito
Antes de ordenar busca, Moraes havia negado solicitação de Raimundo Cutrim no final de julho, durante o recesso do STF

Antes de ordenar um mandado de busca contra o ex-secretário estadual do Maranhão Raimundo Cutrim, fonte de reportagens sobre o ministro Flávio Dino, o ministro Alexandre de Moraes já havia negado um pedido de Cutrim para que Dino fosse declarado suspeito em relação a ele.
A arguição de suspeição contra Flávio Dino foi apresentada por uma advogada em nome de Cutrim no final de julho e tramita em segredo de Justiça no Supremo. No dia 20 daquele mês, Dino havia afastado Raimundo Cutrim da Secretaria de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão e determinado a prisão domiciliar dele em uma investigação por coação e obstrução de Justiça.
O pedido para que Dino fosse declarado suspeito foi analisado por Alexandre de Moraes enquanto vice-presidente do STF, responsável pelo plantão da Corte entre 17 e 31 de julho, na ausência do presidente, Edson Fachin. Moraes rejeitou a solicitação de Raimundo Cutrim contra Dino em 28 de julho. A defesa dele apresentou um recurso questionando o entendimento do ministro, ainda sem data para julgamento.
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Como revelou a coluna nessa quarta-feira, 12, Moraes tem nas mãos um outro pedido de Cutrim, este ainda pendente de uma decisão, em um habeas corpus que pede a revogação de sua prisão domiciliar. A ação também está em segredo de Justiça.
Na terça, Alexandre de Moraes determinou buscas sobre Raimundo Cutrim após investigações apontarem que ele foi a fonte do jornalista Luís Pablo, do Blog do Luís Pablo, em reportagens sobre suposto uso irregular de carros oficiais por familiares de Flávio Dino no Maranhão. A Polícia Federal chegou a Cutrim a partir do acesso a dados de um notebook do jornalista, apreendido em março.
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