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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Fusão de Mitsubishi e Foxconn para ônibus elétricos sofre revés

Regulador barra rito rápido e decisão sobre negócio global entre Mitsubishi e Foxconn deve demorar

por Gustavo Silva
Publicado em 15/06/2026 às 09:00
MITSUBISHI
Operários montam caminhões na linha de produção da fábrica da Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation (MFTBC) em Kawasaki, no dia 10 de março de 2015. A fábrica de Kawasaki produz mais de 170.000 veículos por ano para o mercado japonês e para mais de 150 mercados internacionais. FOTO AFP / TOSHIFUMI KITAMURA (Foto de TOSHIFUMI KITAMURA / AFP)

Se a Mitsubishi Fuso e a Foxconn achavam que iam conseguir acelerar a criação de sua joint venture de ônibus elétricos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o tiro saiu pela culatra. Um dia após as gigantes protocolarem uma petição de urgência para fechar o negócio global imediatamente, o conselheiro-relator Carlos Jacques Vieira Gomes resolveu puxar o freio de mão.

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Em despacho assinado nesta semana, o relator tirou o caso da fusão entre Mitsubishi e Foxconn do rito sumário, a via rápida do órgão, e mandou o processo direto para o rito ordinário. A investigação agora será mais profunda, e a decisão final deve demorar mais para sair.

O imbróglio começou quando o Tribunal do Cade resolveu usar o caso para discutir uma regra maior. A área técnica do órgão já havia liberado o negócio porque o faturamento da montadora japonesa no Brasil não chega a R$ 75 milhões, o piso que exige o aval do xerife do mercado.

Mas a conselheira Camila Cabral avisou que o faturamento formal não basta para medir o impacto de gigantes da tecnologia no país, e o plenário barrou o arquivamento por unanimidade.

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As empresas reclamaram, dizendo que viraram reféns de uma “discussão institucional” do Cade. Não adiantou. Com a nova canetada do relator, os planos de vender os novos ônibus por aqui em até cinco anos ganharam uma longa vaga na sala de espera.

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