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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Keeta enfrenta ação do sindicato no Rio após demissão em massa

Empresa chinesa de delivery, Keeta adiou operação no Rio, dispensou mais de 200 funcionários, o que levou sindicato à Justiça

por Gustavo Silva
Publicado em 27/05/2026 às 11:00
Divulgação

No mercado de delivery, a tentativa da Keeta de ampliar a operação no Rio terminou em demissões e numa disputa com o Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados do Rio de Janeiro. A entidade vai à Justiça depois de não conseguir fechar acordo com a empresa sobre os desligamentos feitos em março, quando a companhia adiou o lançamento da operação na cidade e dispensou a equipe local, que contava com mais de 200 funcionários.

Segundo o sindicato, a negociação incluía o pagamento retroativo de reajuste salarial de 4,5%, a revisão das verbas rescisórias, multa pelo atraso no pagamento e indenização pela falta de negociação sindical antes da dispensa coletiva. Também houve cobrança de compensação adicional por causa da suposta exigência de assinatura de termo de confidencialidade para liberar valores devidos aos trabalhadores.

Em resposta enviada na última semana, a empresa aceitou apenas o reajuste de 4,5% e seus reflexos nas demais verbas trabalhistas. Por isso, o sindicato informou aos empregados que não havia possibilidade de acordo nos termos propostos e que seguiria com medidas judiciais.

A ação se soma a outra frente de pressão sobre a empresa de delivery chinesa. Na semana passada, o iFood entrou com ação contra a Keeta por suposta espionagem corporativa e concorrência desleal, acusação que a empresa nega.

Procurada, a Keeta informou que adiou o lançamento no Rio para concentrar esforços na melhoria dos padrões de serviço e em questões estruturais do setor de delivery. A companhia disse que, por isso, realizou desligamentos na equipe do Rio. No posicionamento enviado à reportagem, afirmou que conduziu o processo “em total conformidade com as leis e exigências locais” e que cada pessoa desligada recebeu pacote de indenização.

A empresa não respondeu aos questionamentos sobre eventual negociação formal prévia com o sindicato, atraso no pagamento das verbas rescisórias e possível exigência de confidencialidade.

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