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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

Irmãos Batista gastam R$ 2,5 milhões em lobby nos EUA para tentar conter tarifaço de Trump

JBS, dos irmãos Batista, escalou ex-integrantes do governo americano para blindar setor de carnes

por Gustavo Silva
Publicado em 14/07/2026 às 02:00
Irmãos Batista
Joesley e Wesley Batista Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados | Waldemir Barreto/Agência Senado

A JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, movimentou sua estrutura de lobby em Washington para conter os efeitos do tarifaço de Donald Trump a produtos de origem brasileira. A empresa dos irmãos Batista declarou ao Congresso americano o gasto de US$ 501.800, o equivalente a R$ 2,5 milhões, em atuação junto ao Senado, à Câmara dos Representantes e ao Departamento de Agricultura dos EUA, o USDA. O objetivo dos pagamentos, segundo os documentos oficiais, foi a articulação em temas de comércio internacional para o setor de carnes.

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Para a interlocução de lobby na capital americana, atividade legalizada nos EUA, a companhia escalou três lobistas conhecidos da terra do Tio Sam. São eles: Karla Thieman, ex-chefe de gabinete do USDA e ex-assessora do Comitê de Agricultura do Senado; Allison Crittenden, ex-assistente legislativa na Câmara dos Deputados americana; e Shane Danielson, diretora de relações governamentais da JBS e ex-diretora de programas globais do próprio USDA.

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O investimento da empresa dos irmãos Batista ocorre durante a iminência da aplicação de sanções econômicas do governo americano ao Brasil. O escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) tem até a próxima quarta-feira, 15, para decidir se oficializa a nova sobretaxa de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros, baseada na investigação da Seção 301. O setor de carne bovina tenta se segurar na atual lista de exceções preliminares para escapar do imposto.

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