Braço direito de Amorim vê Brasil ‘vulnerável’ e projeta estratégia para Lula 4
Em conferência na UFABC, embaixador cobrou dissuasão militar e soberania digital para possível governo Lula 4

O embaixador Audo Faleiro, braço direito de Celso Amorim, recorreu ao cenário de conflitos no Oriente Médio para resumir o tamanho das fragilidades estratégicas do país. Ao detalhar os gargalos e as prioridades para a formulação de um eventual governo “Lula 4”, o diplomata foi direto ao ponto sobre a real capacidade de proteção do território nacional: “O Brasil é muito vulnerável”.
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Na II Conferência Nacional de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, realizada na Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo, Faleiro destrinchou a lógica desse atraso. Na avaliação do embaixador, o país vive um dilema paralisante entre a ilusão de ser pacífico e a tese de que investir em Defesa é inútil, usando o caso do Irã para provar que a dissuasão militar é o que de fato equaliza o jogo contra potências maiores.
“Nem sempre o mais forte vence, desde que você tenha uma capacidade de dissuasão bem feita”, destacou.
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Para o embaixador, o Brasil também perdeu o bonde na soberania digital, mas o verdadeiro cabo de guerra político está na segurança pública. Ele defendeu que o governo Lula use a diplomacia para disputar a pauta do crime organizado transnacional com a extrema-direita global, ressaltando que o grande trunfo do país nesse tabuleiro é a conquista da direção-geral da Interpol por um delegado da Polícia Federal.