As três (ou quatro) cartas do governo Lula contra as tarifas dos EUA
EUA impuseram novas taxas, agora de 12,5%, sobre produtos brasileiros

A primeira aposta do Palácio do Planalto para reverter as tarifas impostas pelos EUA é por via de negociação direta com Washington. É a frente prioritária do governo, que, no entanto, evita marcar data para conversas com o representante comercial americano, Jamieson Greer, e prefere aguardar a consolidação dos prazos legais antes de sentar à mesa, o que só deve ocorrer no mês que vem.
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Em paralelo, o governo mira ampliar a lista de exceções da nova tarifa de 12,5% anunciada nesta semana. Cerca de 2 mil produtos brasileiros, como carne, café e suco de laranja, já ficaram de fora da cobrança, mas o Brasil quer estender essa isenção a outros setores hoje penalizados por Donald Trump. O esforço é por reduzir o impacto antes de recorrer a qualquer instrumento de retaliação.
Só como plano C entraria a Lei de Reciprocidade. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, diz que governo não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento, mesmo reconhecendo que a prioridade, por ora, é evitar chegar a esse ponto. Isso porque há pressão de setores para que não se adote a medida, sob a avaliação de que criaria ainda mais barreiras para o comércio.
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Em meio à definição de estratégias, o governo acionou uma quarta carta: ajuda bilionária para amortecer o impacto imediato sobre os setores mais afetados: R$ 18, 5 bilhões para o programa Brasil Soberano 3, lançado nesta semana.