Guilherme Amado

Notícias e investigações em política, negócios, cultura, esportes e onde mais houver histórias para contar.

 

Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

Notícias e investigações em política, negócios, cultura, esportes e onde mais houver histórias para contar.

 

Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

Banner imagem do autor Banner mobile imagem do autor
Reportagem

Caixa sugere que STF impeça prefeituras de operarem bets locais

Julgamento no STF sobre suspensão de bets está travado no plenário virtual, enquanto Caixa tenta manter proibição contra prefeituras

por Gustavo Silva
Publicado em 09/06/2026 às 09:00
Caixa Econômica Federal. © Marcello Casal JrAgência Brasil

A Caixa Econômica apresentou uma manifestação no STF para tentar barrar de vez as loterias municipais. O banco entrou na ação movida pelo partido Solidariedade como “amiga da corte”, para tentar manter a proibição definitiva dessas apostas pelo país. Para a instituição, dar autonomia às prefeituras significa abrir a porteira para mais de 5.500 reguladores diferentes, criando um cenário impossível de fiscalizar e sob alto risco de lavagem de dinheiro.

Já leu todas as notas da coluna hoje? Clique aqui.

Enquanto os municípios tentam se segurar na tese do “interesse local” para rechear seus caixas com foco em saúde e assistência social, o banco rebate afirmando que o ambiente digital faz as apostas online transbordarem qualquer fronteira geográfica.

Para convencer o Supremo do risco real, a Caixa usou o caso de Bodó, uma cidade do Rio Grande do Norte com cerca de 2 mil habitantes. A prefeitura local cobrava apenas R$ 5 mil pela outorga, valor muito abaixo dos R$ 30 milhões exigidos pelo governo federal. A facilidade atraiu 32 empresas que passaram a operar 53 sites nacionalmente. Em menos de um ano, o negócio movimentou R$ 415 milhões em apostas e acabou alvo de intervenção do Ministério da Fazenda e de bloqueio pela Anatel.

Receba no WhatsApp tudo da coluna. Se inscreva.

Atualmente, os sistemas criados pelas cidades seguem suspensos por uma liminar do ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, dada em dezembro de 2025. O julgamento que validaria essa decisão acabou travado após um pedido de destaque do ministro Flávio Dino, mas o veto provisório continua valendo.

PLAYLISTS