BTG Pactual ignora ruído sobre tarifaço nos EUA e aposta na Gerdau
BTG Pactual aponta que a estrutura canadense da Gerdau funciona como uma proteção natural contra o tarifaço de Washington

O BTG Pactual ignorou o ruído sobre o tarifaço em Washington e manteve a recomendação de compra para a Gerdau, com preço-alvo em R$ 28. A ordem de compra sobreviveu a um tombo de quase 10% nas ações da siderúrgica. O susto no mercado veio de notícias de que os Estados Unidos estudam afrouxar o tarifaço por Trump imposto ao Canadá e cortar de 50% para 25% a taxa da Seção 232 sobre o aço canadense.
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Para analistas do banco, o pessimismo foi exagerado. A conta indica que a Gerdau atua em duas frentes complementares. Com 13 usinas nos Estados Unidos e no Canadá e capacidade de 6,5 milhões de toneladas anuais na região, a empresa dispõe na estrutura canadense de uma salvaguarda natural frente às barreiras tarifárias americanas.
As fábricas canadenses respondem por até 25% da capacidade da companhia na América do Norte. Um tarifaço menor no país vizinho dá fôlego extra para o próprio aço da Gerdau entrar no mercado americano.
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A fatia norte-americana responde por cerca de 75% do lucro antes de despesas financeiras e impostos (Ebitda, na sigla em inglês) da siderúrgica, com margens projetadas acima de 20%. No Brasil, a avaliação é de que o pior já ficou para trás, um cenário ajudado pelo início de medidas antidumping, sobretaxa aplicada pelo governo a produtos estrangeiros vendidos a preços artificialmente baixos, visando proteger a indústria nacional contra a concorrência desleal.