Reportagem

Brasil de Vini e Ancelotti tem semelhanças com a seleção campeã da Copa do Mundo de 1994?

Ex-atletas apontam coincidências – até nas críticas – envolvendo a atual seleção e o time tetracampeão mundial pelo Brasil... nos Estados Unidos

por Weslley Neto
03/07/2026 às 10:33 · Atualizado há 3 meses
Dunga ergueu a taça da Copa do Mundo em 1994, nos Estados Unidos
Dunga ergueu a taça da Copa do Mundo em 1994, nos Estados Unidos (Reprodução)

A Seleção Brasileira busca um título da Copa do Mundo após 24 anos de jejum. Estamos falando sobre a equipe treinada por Carlo Ancelotti no mundial de 2026, mas a frase também pode servir como referência ao time campeão da Copa de 1994, responsável por dar o primeiro título ao Brasil desde a conquista de 1970.

A semelhança também foi apontada por Zinho, ex-atleta e meio-campista titular do Brasil na conquista que já completa 32 anos.

“A Copa será novamente nos Estados Unidos, junto com Canadá e México, e a final acontece no mesmo país onde conquistamos o tetra. Existem essas coincidências, e a esperança é que o trabalho priorize o coletivo forte para potencializar os talentos individuais”, afirmou o hoje comentarista em entrevista ao “Lance!”, publicada em março deste ano.

O Brasil tem talento e pode conseguir bons resultados demonstrando que construiu um conjunto forte, segundo Zinho. O ex-jogador também falou sobre a importância de montar uma equipe que proporcione boas condições aos protagonistas.

“Em 1994, Bebeto e Romário formaram uma dupla histórica. Hoje, o cenário é diferente, com um sistema mais móvel, sem um centroavante fixo. Ainda assim, há jogadores que podem assumir esse protagonismo, como Vinícius Júnior e até Neymar, se estiver bem fisicamente”, concluiu na época.

E, falando em protagonistas, outra coincidência apareceu durante a primeira fase da Copa de 2026. Assim como Romário conseguiu em 1994 contra Rússia, Camarões e Suécia, Vinícius Júnior também marcou gols nas três partidas da fase de grupos da competição. Assim como o atacante do Real Madrid, o camisa 11 da época também assumia o posto de maior referência técnica da equipe.

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Críticas e defesa sólida

O ambiente e até mesmo as críticas antes do início da Copa se assemelham com as feitas em 1994, analisou Dunga, capitão da equipe e responsável por levantar a taça da Copa em 1994, nos Estados Unidos.

“As pessoas fazem as mesmas críticas, utilizam os mesmos argumentos. Também falavam que os jogadores todos atuavam fora do Brasil, e não representavam os brasileiros. […] Quem vai dar razão ou não é quem entra em campo. Não tem outro caminho, é preciso entrar lá e resolver”, comentou em março durante entrevista ao canal do apresentador Duda Garbi no YouTube.

Outra semelhança é a consistência defensiva. O Brasil de 1994 sofreu apenas três gols em toda a competição, e tinha uma defesa composta por Jorginho, Márcio Santos, Aldair e Leonardo.

Atualmente, os dois zagueiros titulares da seleção brasileira, Marquinhos e Gabriel Magalhães, são constantemente elogiados pelos desempenhos em Paris Saint-Germain, da França, e Arsenal, da Inglaterra, respectivamente.

Os laterais Danilo e Douglas Santos, um dos destaques da seleção até o momento, também compõem o atual sistema defensivo, que sofreu dois gols em quatro jogos neste mundial.

Para auxiliar no equilíbrio da defesa, Ancelotti conta com Casemiro, volante importante na marcação brasileira. Em 1994, este papel era exercido por Dunga e Mauro Silva.

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Mudança na equipe

A troca de um meia ofensivo também ocorreu nas duas ocasiões. Em 1994, Raí era um titular incontestável até a estreia contra os russos. Após não apresentar um bom desempenho na primeira fase, o camisa 10 deixou o time para a entrada de Mazinho, que reforçava a marcação no meio-campo contra os Estados Unidos.

Neste ano, Raphinha chegou ao mundial após temporadas de sucesso no Barcelona, mas saiu da equipe na segunda partida, contra o Haiti, após sofrer uma lesão em campo. Desde então, Rayan segue como titular da seleção brasileira, e fez bons jogos contra Escócia e Japão.

De olho em uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, o Brasil entra em campo contra a Noruega neste domingo (5/7). O duelo será realizado em Nova Jersey, às 17h. A equipe que avançar enfrentará o vencedor do jogo entre México e Inglaterra.

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