Amado Mundo amplia cobertura das eleições com análise, investigação e jornalismo colaborativo
Matinal, Brasil de Histórias, 'Territórios do voto', cobertura de debates, parceria no Laboratório de Investigação Eleitoral e novo agregador de pesquisas fazem parte da cobertura do canal

O Amado Mundo terá uma cobertura especial das eleições 2026. Uma combinação de acompanhamento diário da campanha, entrevistas com candidatos e especialistas, acompanhamento presencial de debates, reportagens especiais e projetos de investigação, jornalismo colaborativo e análise de dados. O trabalho será organizado em diferentes frentes, visando observar a disputa nacional, aproximar o debate dos territórios e investigar o ambiente digital e o comportamento do eleitor.
No Matinal, programa diário do canal, Beatriz Bulla, Guilherme Amado e Muka acompanham os principais acontecimentos da campanha, com entrevistas e comentários sobre a disputa eleitoral. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 8h30, no YouTube.
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Entre os candidatos e políticos já entrevistados estão Benedita da Silva (PT-RJ), José Dirceu (PT), Marina Silva (Rede-SP), Ricardo Salles (Novo-SP), Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), Simone Tebet (PSB-SP) e Alexandre Kalil (PDT-MG). Os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), assim como os candidatos a governador João Campos (PSB-PE) e Jerônimo Rodrigues (PT-BA), também participaram de entrevistas do Amado Mundo, no Papo Amado. A bancada do Matinal também recebe cientistas políticos, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas para discutir os acontecimentos políticos mais relevantes no país.
A chegada de Muka, anunciada em agosto, renovou o programa justamente no início do período eleitoral. Além de jornalista e influenciador, ele é diretor de conteúdo e debatedor do “Sem Censura”, da TV Brasil, e colunista do Amado Mundo.
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O canal também fará a cobertura presencial de debates das eleições 2026 no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, além de produzir reportagens especiais ao longo da campanha. Os conteúdos serão realizados pela redação do Amado Mundo, com participações da coluna Guilherme Amado e, nas investigações relacionadas ao ambiente digital, em parceria com o Laboratório de Investigação Eleitoral (LIE).
Brasil de Histórias usa livros para interpretar o país
A programação eleitoral também terá espaço para debates que não se limitam à disputa entre candidatos. O Brasil de Histórias, série semanal lançada em agosto, reúne conversas realizadas na Casa Brasil de Histórias, iniciativa do Amado Mundo, da Janela Livraria e da editora mapa lab na Flip 2026.
A proposta é olhar para os desafios do país a partir da literatura e do pensamento contemporâneo. Os episódios reúnem escritores, jornalistas, pesquisadores, juristas, gestores públicos e especialistas para conversar sobre temas como democracia, segurança pública, direitos humanos, comunicação, meio ambiente, inteligência artificial, desigualdade e cultura.
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“A ideia é gerar conversas capazes de tornar o mundo um lugar melhor, que é a missão do Amado Mundo. A série agora reúne os encontros memoráveis que promovemos na última Flip, ampliando o alcance dessas discussões”, afirma Guilherme Amado, publisher do Amado Mundo.
A série estreou com uma conversa entre a ministra do STF Cármen Lúcia, a escritora Conceição Evaristo, a jornalista Miriam Leitão e o mediador Afonso Borges, que trataram dos 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa.
Os episódios são publicados semanalmente, aos sábados, no YouTube e no Spotify. Entre as conversas já publicadas estão também encontros com Heloisa Starling e Lilia Moritz Schwarcz; a documentarista Dandara Ferreira, o jornalista Guilherme Amado e o ensaísta João Cezar de Castro Rocha; e o jurista Conrado Hübner Mendes, o economista Ricardo Henriques, presidente do Conselho de Administração da Anistia Internacional Brasil, e o publicitário Pedro Tourinho.
Eleições 2026 em diferentes regiões do país com ‘Territórios do voto’
As eleições 2026 também serão acompanhadas a partir das realidades locais. Em parceria com Voz das Comunidades, Agência Mural e Marco Zero Conteúdo, o Amado Mundo lançou “Territórios do voto”, série que acompanha a disputa de 2026 a partir das experiências de quem vive de perto os efeitos das decisões políticas em diferentes regiões do país.
No episódio de estreia, o Voz das Comunidades foi ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, para investigar o teleférico da comunidade, anunciado como uma solução para a mobilidade da região e desativado desde 2016. A série terá novos episódios semanalmente até o fim das eleições, com histórias de diferentes territórios para acompanhar a política para além dos palanques e das pesquisas.
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Para o diretor do núcleo de desenvolvimento e documentários do Amado Mundo, Luís Gustavo Ferraz, a parceria permite combinar a experiência dos veículos locais com a estrutura de produção do canal. As pautas são discutidas conjuntamente e os conteúdos são produzidos em diferentes formatos, entre vídeos, textos e outras peças.
“Queremos, com pluralidade de lugares de fala e de escuta, conhecer eleitores e histórias que motivam seus votos”, garante Ferraz.
Investigação colaborativa contra a desinformação
A cobertura eleitoral terá também uma frente dedicada a investigar o ambiente digital. Em agosto, o Amado Mundo se juntou à Agência Pública, ao portal Aos Fatos e ao Núcleo Jornalismo para criar o Laboratório de Investigação Eleitoral (LIE). A iniciativa reúne editores, repórteres e analistas de inteligência e dados para identificar campanhas de desinformação e tentativas coordenadas de influência durante as eleições.
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O trabalho combina ferramentas desenvolvidas pelas organizações. O Aos Fatos disponibiliza o Radar, seu núcleo de inteligência; o Núcleo Jornalismo oferece o Botponto, que monitora vídeos no YouTube, e o Legislatech, voltado para documentos públicos; e a Agência Pública disponibiliza um dashboard de dados sobre desinformação e soberania nas redes sociais. As investigações serão publicadas pelos veículos participantes e também poderão aparecer no Matinal.
“É fundamental discutir e acompanhar o desenrolar do período eleitoral em uma disputa polarizada e com uso e abuso de inteligência artificial. O combate à desinformação é uma meta de todos os veículos envolvidos em fazer um bom jornalismo. A cobertura colaborativa veio somar esforços para produção de material investigativo de alta qualidade em várias plataformas”, comenta Angelina Nunes, editora de projetos especiais do Amado Mundo.
O laboratório também conta com o apoio do NetLab, laboratório da Escola de Comunicação da UFRJ dedicado à pesquisa sobre desinformação digital.
Um agregador para acompanhar pesquisas durante as eleições 2026
A partir desta semana, o Amado Mundo passa a contar também com um agregador de pesquisas eleitorais, desenvolvido em parceria com a Ativaweb DataLab.
Responsável pelo projeto, Alek Maracajá, colunista do Amado Mundo e CEO da Ativaweb DataLab, explica que a ferramenta reunirá levantamentos de diferentes institutos para acompanhar a evolução dos números durante a campanha das eleições 2026.
Os dados das pesquisas serão apresentados ao lado do comportamento digital monitorado pela Ativaweb DataLab no Radar Estratégico.
“Pesquisa mede escolha declarada; o digital mede movimento. Quando você cruza essas duas dimensões, começa a entender não apenas onde o eleitor está, mas para onde a atenção pode estar caminhando”, avalia Maracajá.
Segundo ele, o agregador não pretende substituir as pesquisas eleitorais nem converter audiência digital em intenção de voto. “Ele funciona como um termômetro de tendência: mostra crescimento, estabilidade, perda de força e movimentos que, muitas vezes, aparecem primeiro no ambiente digital e só depois começam a surgir nas pesquisas”.