Valdemar: Flávio ‘não estava preparado para concorrer’ e ‘não organizou projeto nacional’
Presidente do PL deu as declarações à CNN, enquanto comentava as dificuldades para fechar coligação de apoio e a demora na definição de candidato a vice

O presidente do PL ,Valdemar Costa Neto, afirmou em entrevista exclusiva à CNN Brasil, nesta terça-feira (21/7), que a indefinição e o avanço tardio nas tratativas para a escolha do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro ocorrem porque o senador “não estava preparado” para assumir a candidatura ao Planalto.
“O Flávio não estava preparado para ser candidato. Ele foi escolhido pelo (Jair) Bolsonaro e ele não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República”, declarou.
Leia também: Especialistas criticam tentativa de partidos de tirar candidaturas majoritárias das cotas
Segundo o dirigente partidário, Flávio foi alçado ao posto de presidenciável de forma repentina por decisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem ter tido tempo de organizar um projeto nacional.
De acordo com o político, a falta de um planejamento prévio fez com que a articulação da campanha, incluindo a montagem de alianças com outras legendas e a definição de um companheiro de chapa, começasse a caminhar de fato apenas agora, já próximo aos prazos finais. Para tentar acelerar essas definições, Valdemar ressaltou na entrevista que realizaria uma reunião com Flávio Bolsonaro e com o senador Rogério Marinho visando a avançar no assunto.
Valdemar diz que Bolsonaro vai escolher o vice
Apesar do atraso e de liderar as negociações do partido, Valdemar deixou claro que a decisão sobre quem ocupará a vaga de vice não será tomada pela cúpula do PL, mas sim por Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
“Quem vai decidir quem é o vice vai ser o Bolsonaro, que o Bolsonaro tem uma sensibilidade muito grande para isso”, defendeu.
Durante a sabatina na CNN, nomes como os de Ciro Nogueira (PP), Romeu Zema (Novo) e Tereza Cristina (PP) foram mencionados como figuras que gravitam no radar de alianças do partido para a composição da chapa.