‘Trilionário teve de se render à Justiça Brasileira’, diz secretário sobre bloqueio do X em 2024
Secretário de Políticas Digitais, João Brant diz que 'caso X' mostrou imposição brasileira e que o trilionário Elon Musk teve de prestar contas

Quase dois anos após o bloqueio do X no Brasil por descumprimento de ordens judiciais, o secretário de Políticas Digitais do governo Lula, João Brant, avalia que o episódio foi positivo para o país. Segundo Brant, o Brasil mostrou na prática que é possível ser firme na defesa dos interesses do povo brasileiro sem perder a plataforma.
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O secretário lembrou que, na ocasião, Elon Musk começou a questionar ordens judiciais em abril de 2024. O tema foi retomado em agosto daquele ano e o empresário passou a não cumprir as decisões, retirando a representação do X do Brasil. Musk só voltou a operar no país depois de cumprir as exigências da Justiça.
“O primeiro trilionário do mundo, um dos homens mais poderosos dos Estados Unidos, teve de se render à Justiça brasileira e, na verdade, aos interesses do povo brasileiro, que é de um ambiente seguro onde valham as leis brasileiras. Isso virou um caso global”, afirmou Brant.
Ele revelou que conversou com interlocutores de vários países que reagiram ao episódio com muita deferência.
“Foi uma visão positiva sobre a capacidade que o Brasil teve de garantir aquilo que se chama de enforcement, a imposição efetiva da lei”, contou Brant.
Sobre a relação atual com a plataforma, o secretário a descreveu como protocolar.
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“É uma relação que se dá nos momentos em que não são os nossos diálogos mais ativos. Mas, nos momentos em que a gente precisa dialogar, o canal está aberto”, completou.