Toffoli volta a defender que operações contra corrupção na mineração fiquem na 1ª instância
Dias Toffoli havia retirado do STF operações Rejeito e Intrafortis e agora reafirmou sua posição

Depois de enviar os processos das operações Rejeito e Intrafortis à primeira instância da Justiça Federal, em abril, o ministro do STF Dias Toffoli voltou a defender que essas investigações não corram mais no Supremo. As apurações miram corrupção no setor mineral em Minas Gerais e fraudes em licenças federais e estaduais para mineração.
- Receba no WhatsApp tudo da coluna. Inscreva-se.
Ao julgar um recurso do ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages, sob sigilo, Toffoli votou por rejeitar o pedido dele para que as investigações fossem mantidas sob responsabilidade do Supremo. A defesa alega que Toffoli se baseou exclusivamente em um relatório da Polícia Federal que descartou participação do deputado federal Luiz Fernando Faria, do União Brasil de Minas Gerais, no esquema.
- Já leu todas as notas da coluna hoje? Clique aqui.
Ao votar no julgamento da Segunda Turma, Dias Toffoli reafirmou sua posição e disse que o relatório da PF é o suficiente. “Não se confirmaram os indícios de possível participação do deputado federal em questão nos crimes investigados, o que conduz à cessação da competência do Supremo Tribunal Federal para supervisionar as investigações”, disse o ministro.