Terremoto na Venezuela: número de mortos sobe para 1.430 e danos em aeroporto travam ajuda
Com milhares de desaparecidos e novos tremores, país enfrenta gargalos logísticos para receber comitivas estrangeiras

O balanço oficial dos terremotos na Venezuela subiu para 1.430 mortos e mais de 3.200 feridos. O número de desaparecidos permanece instável, flutuando entre 51 mil e 60 mil pessoas devido à dificuldade de comunicação e ao colapso de centenas de edifícios residenciais nas regiões de Caracas e La Guaira, as mais atingidas pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5.
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Enquanto isso, a ajuda humanitária enviada por 17 países enfrenta sérios gargalos logísticos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada do país, sofreu danos estruturais na pista e nos terminais, o que obrigou as aeronaves cargueiras estrangeiras a utilizarem bases aéreas menores e pistas alternativas para o desembarque de suprimentos, remédios e equipes técnicas.
A situação humanitária nas ruas se agravou após um tremor secundário de magnitude 4,9 ter sido registrado na sexta-feira, 26. Por segurança e pelo temor de novos desabamentos, grande parte da população desabrigada e moradores que temem a integridade de suas casas estão passando as noites em praças e áreas abertas, dependendo do fornecimento emergencial de água e alimentos pelas organizações de socorro.
O contingente do Brasil, composto por 37 bombeiros militares dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, já foi deslocado para as áreas de busca. A equipe levou dez toneladas de materiais e equipamentos para rompimento de concreto e resgate em estruturas colapsadas, atendendo à demanda por maquinário especializado que as equipes locais não possuíam em quantidade suficiente no início dos trabalhos.