A tentativa da Amazon de blindar acordo com dona do Claude
Amazon argumenta no Cade que parceria com a dona do Claude dispensa aval devido à baixa receita da empresa no país

A Amazon entregou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sua vacina contra a acusação de consumar a parceria global com a Anthropic, dona do Claude, antes da aprovação do órgão antitruste.
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Na petição enviada ao conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, a companhia foca na contabilidade para justificar o acordo. O documento reforça o entendimento prévio do Cade de que a operação dispensa notificação obrigatória, principalmente porque a Anthropic não atingiu a receita mínima exigida de R$ 75 milhões no Brasil entre 2022 e 2024.
Para provar que não controla a criadora do modelo Claude, a Amazon destaca que os investimentos não dão direito a voto, poder de veto ou assento no conselho. A gigante também rechaça qualquer gerência sobre o chamado Project Rainier, a estrutura construída para fornecer capacidade de processamento à parceira.
Afirma que o projeto não é um empreendimento comercial conjunto de engenharia com divisão de riscos e lucros. Trata-se apenas de um agrupamento massivo de computadores interligados para supercomputação, erguido nos EUA para entregar chips encomendados pela startup, argumenta a Amazon.
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A defesa da big tech cita ainda as parcerias simultâneas da startup para compra de capacidade computacional com concorrentes de peso, como Google, Microsoft e SpaceX, de Elon Musk.