STF recebe apuração sobre suposto racismo de Damares contra indígenas
Justiça Federal de São Paulo enviou ao STF apuração sobre declarações de Damares em 2021, quando ela citou suposto ritual indígena que envolveria estupros coletivos

A Justiça Federal de São Paulo enviou ao STF na terça-feira, 14, uma apuração sobre suposto crime de racismo da senadora e ex-ministra Damares Alves contra indígenas. O procedimento de investigação foi aberto junto ao Ministério Público Federal em São Paulo a partir de declarações de Damares veiculadas pelo canal “Brasil Paralelo”, no YouTube, em junho de 2021.
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No material, em dois minutos, a então ministra do governo Jair Bolsonaro falou sobre o “Ritual do Puxirum”, em que, segundo Damares, indígenas praticariam estupro coletivo contra mulheres de suas aldeias.
“Eles escolhem uma menina, ou às vezes uma mulher, aleatoriamente, aí eles fazem no dia o Puxirum, um mutirão sexual com aquela menina. Eu atendi uma menina que passou pelo Puxirum na aldeia dela. Ela foi usada durante o Puxirum por 32 guerreiros, inclusive o pai biológico dela”, disse Damares, sem maiores detalhes.
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Ao defender à Justiça Federal que o caso deveria ser enviado ao STF em razão do foro privilegiado de Damares Alves, o MPF falou em possível “desinformação e discurso de ódio contra povos indígenas”. Em decisão na última terça, o juiz federal Décio Gabriel Gimenez enviou a apuração ao Supremo.