Sigma Lithium é selecionada para tocar sino na Nasdaq em Nova York
Empresa comemora cinco anos de listagem na bolsa americana durante a Semana do Clima da ONU

A mineradora brasileira Sigma Lithium foi selecionada pela Nasdaq (Associação Nacional de Corretores de Títulos de Cotações Automáticas) como uma das dez companhias globais para participar da cerimônia de encerramento do pregão (Closing Bell) durante a Semana do Clima de Nova York, evento que ocorre simultaneamente à abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A homenagem celebrou o quinto aniversário da entrada da companhia na bolsa nova-iorquina.
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Confira o depoimento da CEO da Sigma Lithium, Ana Cabral, ao Amado Mundo, em Nova York:
Fundada com foco na extração e beneficiamento de lítio — insumo usado em baterias de veículos elétricos e em transição energética —, a empresa opera o complexo Grota do Cirilo, localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A unidade é considerada a maior produtora de concentrado de óxido de lítio das Américas e o quinto maior complexo mineral industrial do insumo em produção no mundo.
Modelo operacional da Sigma Lithium promete sustentabilidade
Segundo a empresa, ela adota o modelo denominado de “Lítio Quíntuplo Zero”, que se caracteriza pela ausência de barragens de rejeitos, não utilização de água potável ou produtos químicos nocivos no processo produtivo, uso exclusivo de eletricidade de fontes renováveis e reprocessamento com empilhamento a seco de 100% dos rejeitos. De acordo com a companhia, a planta industrial possui capacidade nominal de 330 mil toneladas anuais de concentrado de óxido de lítio, com planos de expansão previstos para alcançar 830 mil toneladas por ano.
Paralelamente às solenidades na Nasdaq, executivos da mineradora foram convidados para painéis de debate sobre segurança energética e cadeias sustentáveis de suprimento promovidos por instituições como a Bloomberg, o World Climate Summit, a Columbia University e o Fórum Econômico Mundial.
Disputa territorial e desdobramentos na Justiça brasileira
Apesar do destaque internacional, a trajetória da companhia no Brasil enfrenta desafios no âmbito judicial. Recentemente, a Sigma Lithium se tornou alvo de uma decisão liminar relacionada a reivindicações de direitos de superfície por parte de uma comunidade agrícola tradicional de matriz africana (quilombola) na região. A decisão judicial fixou multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
A mineradora informou que suas operações seguem funcionando normalmente e que contestou a decisão nos tribunais brasileiros. A companhia alega ausência do devido processo legal e sustentou que estudos técnicos e socioambientais realizados entre 2017 e 2022 apontam que a residência ocupada mais próxima da comunidade autodeclarada encontra-se a mais de oito quilômetros das instalações — distância superior ao limite legal exigido. A empresa reforçou ainda que a disputa restringe-se ao direito de superfície de terras agrícolas e não afeta suas concessões ou direitos minerários.
Assista ao Quem Lidera, o videocast do Amado Mundo sobre liderança, com Ana Cabral: