Virou moda? Ronaldo Fonseca desiste do Senado e anuncia apoio a Bia Kicis e Michelle
Anúncio foi feito, primeiramente, por Celina Leão, e representa o acordo entre PSD, PP e PL na reta final da campanha do DF

O candidato ao Senado pelo Distrito Federal Ronaldo Fonseca (PSD) desistiu nesta segunda-feira, 28/9, da corrida eleitoral. Agora, ele passa a apoiar as candidaturas da deputada federal Bia Kicis (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. É a segunda desistência de um candidato ao Senado nesta segunda. Em São Paulo, horas antes, o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, anunciou que abandonava a candidatura e passava a apoiar André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
No DF, o anúncio foi feito pela governadora Celina Leão (PP) durante uma reunião entre partidos do campo político da governadora e confirmado por Fonseca. Também foi ela que anunciou que o ex-ministro da Secretaria-Geral de Michel Temer passaria a trabalhar pela eleição das duas candidatas da chapa.
A decisão faz parte do acordo de alinhamento político entre PSD, PP e PL na reta final da campanha do DF. O PSD já havia anunciado, na noite de domingo, 27/9, o apoio à chapa de Celina Leão para o GDF após o TSE confirmar o impedimento à candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD).
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Segundo a pesquisa Quaest da última semana, Ronaldo Fonseca tinha 1% das intenções de voto para o Senado no DF. Agora, a movimentação do partido tenta influenciar o cenário de incerteza e divisão entre as quatro principais candidatas. A pesquisa mostrou Michelle Bolsonaro com 26% das intenções de voto, Leila do Vôlei (PDT) com 19%, e Erika Kokay (PT) e Bia Kicis com 15% cada.
Ronaldo Fonseca segue o PSD, mas Arruda diverge
Enquanto Ronaldo Fonseca decidiu retirar sua candidatura e se alinhar ao apoio do PSD, Arruda se recusou a apoiar a chapa de Celina Leão para o Buriti.
Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite de domingo, o ex-governador afirmou que respeita a posição do partido, mas que não apoia “definitivamente, em nenhuma circunstância” a chapa de Celina e do vice, Gustavo Rocha (Republicanos), à qual chamou de “pior governo da história de Brasília”.