Em meio a rombo financeiro do BRB, GDF cancela 59ª edição do Festival de Brasília
Crise causada pelas malsucedidas transações com o Master, que gerou rombo bilionário no BRB, faz GDF abandonar Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais longevo do país, teve a edição deste ano, programada para começar em 11 de setembro, cancelada. O motivo alegado pelo Governo do Distrito Federal foi falta de recursos. O contrato abrangia as edições de 2024, 2025 e 2026.
Estava praticamente tudo pronto para a largada, inclusive a seleção, composta por cerca de 80 filmes. É a primeira vez na história do Festival de Brasília que isso ocorre. Entre 1972 e 1974, o festival foi paralisado por causa da ditadura militar. Nem mesmo durante a pandemia da Covid-19, em 2020, o evento, um dos mais importantes para o cinema brasileiro, foi cancelado.
Festival de Brasília é atingido por efeitos do escândalo do Master
Desde a semana passada, havia rumores de cancelamento, já que, desde março, a organização do que seria a 59ª edição estava sem receber os repasses. A justificativa da governadora, Celina Leão (PP), foi de que houve contenção de despesas em todas as áreas de seu governo, incluindo as comemorações do aniversário de Brasília. O arrocho nas contas do DF ocorre em meio às tentativas de salvar o BRB, afundado em um rombo bilionário devido às malsucedidas transações com o Banco Master.
É lamentável que um festival de tamanha importância seja cancelado às vésperas de sua realização. Só para você ter uma ideia, no ano passado, estima-se que mais de 35 mil pessoas compareceram às sessões. A abertura foi com uma das primeiras exibições públicas de “O agente secreto” no Brasil.
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