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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

RJ: Garotinho candidato aumenta chance de 2° turno para Eduardo Paes

Chapa de Garotinho trava pontes evangélicas de Paes na capital e disputa votos estratégicos na Baixada e no interior

por Gustavo Silva
21/07/2026 às 15:50 · Atualizado há 3 meses
O ex-prefeito Eduardo Paes, que renunciou ao cargo para concorrer ao governo do Rio (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio de Janeiro ameaça inviabilizar o plano de Eduardo Paes de vencer a eleição no primeiro turno.

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A avaliação de articuladores que acompanham a política fluminense é que a estratégia da campanha do ex-prefeito do Rio dependia do isolamento da oposição para liquidar a fatura no início da disputa, mas a nova chapa do Republicanos impõe uma barreira matemática a esse cenário.

A indicação de Marcelo Crivella para disputar o Senado na mesma legenda cria um polo de atração com o eleitorado evangélico conservador. O movimento trava as pontes que Paes construía com bispos e pastores para tentar reduzir a rejeição na capital. O plano contou, inclusive, com o apoio público de Silas Malafaia a Paes.

Esse segmento religioso representa a maior fatia de votos da Baixada Fluminense e do interior. No reservado, interlocutores da campanha admitem que a presença de Garotinho disputa o eleitorado periférico onde a equipe do prefeito apostava alto na aliança com Jane Reis, já confirmada como vice na chapa, irmã de Washington Reis e casada com um pastor da Assembleia de Deus.

Para piorar, a força política de Garotinho no interior atinge em cheio a região onde Paes planejava tirar votos do seu principal adversário na disputa, o deputado estadual Douglas Ruas, nome escolhido por Flávio Bolsonaro no Rio.

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Garotinho e Crivella não precisam liderar as pesquisas para mudar o rumo do pleito. Basta, na verdade, a migração de uma parcela do eleitorado evangélico e da periferia e interior do estado.

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