Quase 20% dos brasileiros que apostam em bets encara prática como investimento
Indicadores apontam forte adesão das bets nas classes C, D e E

Cerca de 19% dos apostadores de bets no Brasil utilizam as plataformas sob a lógica de um recurso financeiro ou destino para investimentos. Dados internos do setor obtidos pela coluna apontam que esse comportamento ganha força em um mercado composto majoritariamente pelas faixas de menor poder aquisitivo, onde 57% dos usuários registram rendimento mensal de até R$ 5.424.
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Desse total que projeta o jogo como destino de recursos, 10% consideram os palpites uma fonte de renda complementar e outros 9% definem a prática como uma forma de investir dinheiro. A maior fatia dos usuários de bets, equivalente a 51%, aponta as apostas como entretenimento, enquanto 19% reconhecem que se trata de jogo de azar e 10% vinculam a atividade estritamente ao esporte.
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Esse fluxo de capital se apoia na base da pirâmide, com as classes C, D e E concentrando 64% do público total de apostadores. No extrato de menor poder aquisitivo, quem ganha até R$ 1.518 responde por 11% dos usuários, enquanto o intervalo entre R$ 1.519 e R$ 5.424 abocanha 46%. No topo da pirâmide, a participação arrefece: 23% têm rendimentos entre R$ 9.331 e R$ 13.236, e apenas 8% ganham acima de R$ 13.237 por mês.