O problemão que Garotinho deve deixar a Paes no segundo turno das eleições
Campanha de Paes entende que a rede de contatos que Ruas construiu com prefeitos o coloca como franco favorito para herdar os eleitores de Garotinho no interior

Eduardo Paes lidera o primeiro turno no Rio de Janeiro com folga — bateu os 44% na última AtlasIntel —, mas sua campanha já quebra a cabeça com um problemão projetado para um eventual segundo turno da eleição: o interior do estado. Mais especificamente, os eleitores de Anthony Garotinho.
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As campanhas monitoram de perto o calcanhar de Aquiles do ex-prefeito da capital, que sempre foi a dificuldade de penetração no interior fluminense. Exatamente o terreno que Garotinho, hoje patinando na casa dos 6% a 8%, ainda domina.
Em um eventual segundo turno contra Douglas Ruas (PL), a campanha pessedista tem como fava contada que Garotinho jamais prestará apoio a Paes. A dúvida que paira entre os estrategistas das campanhas é se o ex-governador fechará aliança formal com Ruas ou se declarará neutralidade.
O problema para Paes é que, mesmo no cenário de uma neutralidade de Garotinho, os estrategistas da campanha do PSD reconhecem que o “espólio” do interior tende a cair no colo do candidato do PL de forma orgânica.
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Como ex-secretário de Cidades, Douglas Ruas passou os últimos anos com a caneta na mão, costurando acordos e parcerias diretamente com os prefeitos do interior. Na hora de herdar os votos do ex-governador longe da capital, é a máquina de contatos de Ruas que deve falar mais alto.