PortosRio aprova compra de R$ 20 mi após demissão de técnico que apontou prejuízo
Cúpula da PortosRio agilizou trâmite em uma só data para validar aquisição de imóvel pertencente a empresário investigado pelo MP

A Diretoria Executiva da PortosRio, a estatal federal que administra os portos fluminenses, aprovou a compra da Fazenda Angelim, em São João da Barra, por R$ 20 milhões. O negócio só andou após a degola do superintendente de Planejamento Eduardo Miguez, exonerado menos de 24 horas depois de assinar um laudo rejeitando a transação por prever prejuízo para a estatal. Sem o técnico no caminho, o processo foi despachado para o Conselho de Administração (Consad), a última barreira para o negócio.
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A pressa foi tanta que todo o trâmite final ocorreu no mesmo dia, 10 de julho. Em uma única data, a Diretoria de Gestão Portuária deu o aval técnico, a área jurídica carimbou o parecer favorável e a cúpula deu a benção final.
Para fazer o negócio passar, o diretor de Gestão Portuária, Ricardo Ganem Leal, validou um novo estudo que operou um milagre nos números. O parecer de Miguez dizia que a estatal só aproveitaria 11% do terreno. No novo relatório, a área útil saltou para 75%, prometendo uma rentabilidade de até 49% ao ano alugando terra nua, ou seja, um terreno cru e sem qualquer infraestrutura construída.
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O vendedor é o empresário Ari Pessanha Monteiro, investigado pelo Ministério Público fluminense por suposto desvio de recursos públicos e improbidade administrativa, como mostrou a coluna.