Reportagem

Poluição por ozônio no Rio supera dobro do recomendado pela OMS; SP e BH também sofrem

Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as cidades da América do Sul com mais poluição por ozônio ao nível do solo, segundo dados do Copernicus, da UE

por Cedê Silva
Publicado em 29/09/2026 às 23:01
Engarrafamento no Rio: alto índice de poluição por ozônio ao nível do solo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as cidades da América do Sul com mais poluição por ozônio ao nível do solo neste ano, segundo dados divulgados na noite desta terça, 29/9, pelo Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, integrante do programa espacial da União Europeia.

No Rio, a concentração média de ozônio durante a temporada de pico foi de 125 microgramas por metro cúbico (µg/m³), mais que o dobro dos 60 µg/m³ recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). São Paulo registrou 103,1 µg/m³, e Belo Horizonte teve média de 81 µg/m³. Esses dados adicionais das cidades foram enviados com exclusividade ao Amado Mundo pelo Copernicus.

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O ozônio ao nível do solo é tóxico e prejudica os ecossistemas, a produtividade agrícola, e a saúde humana. Pode provocar irritação nos olhos, tosse, asma, e agravar doenças respiratórias. Ele está bem distante da camada de ozônio, na estratosfera, que protege a Terra da radiação ultravioleta.

O relatório do Copernicus analisa a poluição atmosférica de janeiro a 15 de setembro deste ano e aborda, além do ozônio, a fumaça de queimadas e a poeira dos desertos.

Veículos e indústrias contribuem para poluição por ozônio ao nível do solo

O ozônio ao nível do solo é formado por reações químicas entre alguns poluentes – como óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis – sob a ação da luz solar em altas temperaturas. Veículos, indústrias e queimadas estão entre as fontes dessas substâncias.

Segundo nota do Copernicus à imprensa, em 2026, “esses fatores combinaram-se em diversas regiões, resultando em altos níveis de concentração de ozônio ao nível do solo e afetando bilhões de pessoas em todo o mundo”.

Gráfico mostra o Rio entre as cidades da América do Sul com maior proporção da população exposta. Fonte: Copernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS).

Em gráfico publicado no relatório, o Rio aparece com destaque entre as cidades com maior parte da população exposta à poluição por ozônio na América do Sul.

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