‘Plano b’ das bets para tentar evitar banimento incluiu abrir mão de publicidade e mudar jogos
Antes de Lula assinar proibição, reunião em Brasília mostrou representante do setor oferecendo recuo inédito

Antes de Lula assinar a proibição das apostas on-line nesta sexta-feira (25/9), o setor articulou um plano de sobrevivência de última hora contra a ofensiva do governo federal, que incluía abrir mão da publicidade e alterar o formato dos jogos. A estratégia de recuo foi exposta pelo presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), Carlos Lima, em um evento em Brasília dias antes do desfecho.
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Durante o encontro, realizado na Casa da Liberdade, sede da Frente Parlamentar do Livre Mercado, o representante da associação tentou antecipar concessões duras como alternativa para evitar o banimento total da atividade.
A primeira concessão viável apresentada seria aceitar o fim da publicidade das plataformas. A segunda envolveria restrições parciais na operação, como a manutenção exclusiva das apostas esportivas e o fim dos cassinos on-line, indicando um encolhimento do setor no país.
Lima também admitiu que as empresas aceitariam até mesmo alterar o “design de jogos”, medida que mexeria na mecânica e na estrutura visual das apostas para reduzir o ritmo de consumo por parte dos usuários.
A cartada do mercado vinha sendo articulada desde que Lula prometeu fechar o cerco contra as plataformas ao classificar a proliferação dos jogos como uma “doença”, em comício em Maceió no dia 24 de setembro.
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Com a proibição consumada nesta sexta, o cenário se volta para a ameaça de judicialização. Carlos Lima afirmou aos interlocutores que, caso o banimento fosse levado adiante — o que acabou se confirmando —, os advogados do setor de apostas acionariam a Justiça para exigir a devolução dos valores pagos em outorgas e indenizações por lucros cessantes.