Guilherme Amado

Notícias e investigações em política, negócios, cultura, esportes e onde mais houver histórias para contar.

 

Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

Notícias e investigações em política, negócios, cultura, esportes e onde mais houver histórias para contar.

 

Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

Banner imagem do autor Banner mobile imagem do autor
Reportagem

Partido de Bolsonaro, PP e Republicanos têm mais projetos intervencionistas na economia que liberais

Entre partidos de direita, Novo foi a única exceção e apresentou mais propostas liberais

por João Pedro Bitencourt
Publicado em 23/06/2026 às 15:00
O plenário da Câmara dos Deputados (Foto Lula Marques/ Agência Brasil)

Partidos autodeclarados de direita e centro-direita apresentaram mais propostas intervencionistas do que liberalizantes na área econômica, segundo o Índice Legislativo de Liberdade Econômica 2025, elaborado pelo Ranking dos Políticos em parceria com o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e o Fé & Trabalho.

Entre as legendas associadas à direita ou à centro-direita, o Republicanos registrou índice de intervencionismo de 50 pontos, o PP de 36 pontos e o PL de 29 pontos. O indicador mede a diferença entre a proporção de proposições com efeito negativo e a proporção de proposições com efeito positivo sobre a liberdade econômica.

O estudo afirma que os resultados indicam uma distância entre o discurso liberal adotado por parte dessas legendas e a produção legislativa efetiva de suas bancadas.

O levantamento analisou 1.650 proposições legislativas em 2025 e concluiu que apenas o Novo registrou saldo favorável à ampliação da liberdade econômica, com índice de -15 pontos.

Todos os demais partidos apresentaram mais projetos classificados como intervencionistas do que liberalizantes.

Das 1.021 proposições que afetavam ao menos uma dimensão da liberdade econômica, 86,7% foram classificadas como restritivas, enquanto 10,7% foram consideradas ampliadoras da liberdade econômica e 2,6% tiveram efeitos mistos.

A análise por partido político ficou restrita a legendas com ao menos 15 proposições na amostra da pesquisa.

PLAYLISTS