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Reportagem

Os incômodos do PT na aliança com o PSD de Eduardo Paes

Petistas veem distanciamento e cobram mais alinhamento da campanha de Eduardo Paes

por Gustavo Silva
Publicado em 16/09/2026 às 15:00
Eduardo Paes e Lula. psol / PT
Eduardo Paes e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O ato “Rio com Lula”, no domingo, 13/9, em Copacabana, escancarou um ruído que vem ganhando corpo na aliança PT-PSD no Rio de Janeiro. Caiu muito mal a ausência de Eduardo Paes no palanque, que reuniu lideranças petistas e do PSOL. Petistas já não escondem o incômodo com o que classificam como um “distanciamento da campanha nas ruas”.

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A campanha de Eduardo Paes deu razões táticas para a ausência. Alegou que Paes dedicou o dia a uma agenda intensa na Baixada Fluminense, território se avalia que a tração dele é fundamental e pode agregar votos, tanto para ele quanto para Lula.

A insatisfação, contudo, não se restringe à corrida presidencial. O PT fluminense tem demonstrado desconforto com a postura de Pedro Paulo, candidato ao Senado pelo PSD, que não tem feito agendas conjuntas com Benedita da Silva. A gota d’água ocorreu no sábado, 10, quando ele dividiu agenda com Laura Carneiro, candidata a deputada federal pelo PSD. Os banners do evento nem sequer mencionaram o nome de Benedita.

Enquanto se queixa de Paes e do PSD, o PT fluminense faz contorcionismos para não melindrá-los. No evento do domingo com Lula, por exemplo, o candidato do PSOL ao governo do estado, William Siri, teve o acesso barrado no palanque principal.

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Por outro lado, uma manobra para afagar os psolistas ocorreu nos carros de som de apoio, com posições escolhidas a dedo. Como um aceno para evitar arestas, o PT escalou Mônica Benício, candidata do PSOL ao Senado, para dividir os microfones com Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, de quem a psolista é viúva.

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