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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva e João Pedro Bitencourt

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Reportagem

Ofensiva interna tenta melar compra de fazenda de R$ 20 mi pela PortosRio⁠

⁠Associação adverte colegiado sobre laudo contrário e crise com o Porto do Açu⁠

por Gustavo Silva
Publicado em 17/08/2026 às 09:00
PORTOSRIO / UFRJ
PortosRio / Reprodução

A Associação dos Profissionais de Nível Superior da PortosRio enviou uma carta ao Conselho de Administração da estatal para tentar barrar a compra da Fazenda Angelim por R$ 20,49 milhões. O documento entregue aos conselheiros lembra que o próprio estudo técnico da companhia reprovou o negócio e cravou que a transação não faz sentido econômico. Os funcionários cobram que o colegiado segure a operação antes de assinar o cheque.

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A ofensiva dos servidores mira a insistência da cúpula em fechar negócio com Ari Pessanha Monteiro, empresário investigado pelo Ministério Público fluminense por desvio e triangulação de verbas públicas.

A transação já vinha provocando uma crise interna na empresa. Como revelou a coluna, o superintendente de Planejamento que calculou que 89% do terreno ficaria inutilizado acabou demitido, e o substituto imediato renunciou ao cargo e à sua cadeira no conselho logo em seguida.

Na carta, a associação quer saber por que a estatal insiste na compra mesmo contra o parecer oficial contrário. O texto questiona a falta de clientes interessados na área, a ausência de previsão para as obras no local e o risco de comprar briga desnecessária com o vizinho Porto do Açu.

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Os funcionários apontam ainda que queimar R$ 20,49 milhões em uma fazenda ociosa pode comprometer compromissos básicos com pessoal e fornecedores, dinheiro que faria muito mais sentido se fosse aplicado na reforma e modernização das instalações que a PortosRio já opera.

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