OAS e Andrade Gutierrez fracassam ao tentar enterrar apuração de cartel em obras da Infraero
Cade barra pedido de executivos para arquivar processo de cartel em obras da Infraero e marca novos depoimentos para fim de outubro

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu acelerar uma antiga e vultosa investigação sobre um suposto cartel formado pelas maiores gigantes da construção civil do país em obras de aeroportos da Infraero. Em despacho publicado nesta terça-feira (29/9), o órgão rejeitou uma bateria de pedidos de prescrição apresentados pelas defesas dos investigados e mandou o processo avançar para uma nova fase de coleta de provas.
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Com a decisão, o relógio volta a correr para as dezenas de empreiteiras no banco dos réus, em uma lista que inclui OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia. Entre 26 e 30 de outubro, 13 testemunhas solicitadas pelas defesas deverão ser ouvidas por videoconferência. Os alvos têm até o dia 5 de outubro para informar ao Cade se preferem trocar as oitivas verbais por declarações por escrito.
As defesas de empresários como Fernando Márcio Queiroz e Roberto Ribeiro Capobianco tentaram enterrar o caso usando a regra que corta o tempo de punição pela metade para investigados com mais de 70 anos. Não levaram. O Cade concluiu que há indícios de que o conluio teria operado até pelo menos 2018, o que impede o encerramento do caso agora.
A propósito: a nova ofensiva do conselho ocorre apenas uma semana depois de a autarquia fechar um acordo de pouco mais de R$ 6 milhões com a Carioca Christiani-Nielsen, que também é uma das construtoras investigadas neste mesmo processo. A investigação contra a empresa foi suspensa em razão da assinatura de um Termo de Compromisso de Cessação (TCC).
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Para o resto do clube, a investigação continua vivíssima.