O xadrez diplomático na maior feira do setor de energia do mundo
Maior feira do mundo no setor de energia terá três pavilhões inteiros ocupados pela China, marca a volta dos Estados Unidos após doze anos e coloca as reservas de gás de Moçambique no radar de negócios

A ROG.e, maior feira de energia do mundo, organizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), chega à edição deste ano como uma espécie de termômetro do novo xadrez global da energia. O evento acontece entre os dias 21 e 24 de setembro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
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O interesse estrangeiro pelo mercado brasileiro aparece, primeiro, no peso que a China decidiu dar ao evento. Empresas do país ocuparão três dos 13 pavilhões internacionais do complexo — um espaço que, segundo o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, reflete o apetite asiático para entrar na cadeia de fornecedores brasileira e participar das oportunidades abertas pela transição energética.
Do outro lado do tabuleiro, os Estados Unidos também voltam a marcar território. O país retomará um pavilhão próprio na ROG.e, encerrando uma ausência que se arrastava desde 2014.
Mas a movimentação internacional não se limita às grandes potências. No mercado brasileiro de combustíveis, Moçambique começou a entrar no radar como uma possível nova frente de negócios e parcerias comerciais.
A aposta tem uma lógica. O país africano abriga a quarta maior reserva de gás natural do mundo, concentrada na Bacia do Rovuma, e reúne um ativo de peso para um mercado cada vez mais atento à oferta de GNL.
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Há ainda um fator que pode ajudar a transformar interesse em negócio: a língua. O português, compartilhado pelos dois países, reduz barreiras e pode facilitar a construção de contratos e parcerias. É o que se espera para essa edição da feira.