Guilherme Amado

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Com João Pedroso de Campos (subeditor), Gustavo Silva, João Pedro Bitencourt e Jade Abreu

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Reportagem

O peso das mágoas de Ciro Nogueira com Flávio Bolsonaro

Chateação de Ciro Nogueira com Flávio é apontada por aliados dele como o maior motivo por trás da provável neutralidade da federação União Progressista na campanha presidencial

por João Pedroso de Campos
Publicado em 21/07/2026 às 04:00
O senador Flávio Bolsonaro e o senador Ciro Nogueira, presidente do PP (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Aliados de Ciro Nogueira na federação formada por PP e União Brasil atribuem sobretudo às mágoas do senador com Flávio Bolsonaro a (muito) provável decisão de manter neutralidade na eleição presidencial. Ciro ficou profundamente contrariado com a postura de Flávio de tentar se descolar dele após virem à tona detalhes da relação do chefe do PP com Daniel Vorcaro, em maio.

Políticos do entorno de Ciro Nogueira avaliam que, se os dois estivessem às boas, o presidente do partido relativizaria as posições de estados em que o PP é mais alinhado a Lula, especialmente no Nordeste, e trabalharia na convenção nacional para levar a federação com o União à chapa de Flávio. Com a relação estremecida, a neutralidade ainda poupa Ciro dessas arestas internas.

O distanciamento da cúpula da federação em relação à candidatura bolsonarista ficou claramente demarcado nessa segunda-feira, 20. Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, não foram à convenção em que líderes da União Progressista em São Paulo declararam apoio a Flávio Bolsonaro e à reeleição de Tarcísio de Freitas.

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